Supremo decide que empate favorece o réu e livra três acusados no mensalão
João Magno, Paulo Rocha e Anderson
Adauto estavam na berlinda por uma única acusação e foram absolvidos;
outros quatro réus foram liberados de parte das acusações
iG São Paulo |
- Atualizada às
O STF decidiu nesta terça-feira, em sessão extra do julgamento do mensalão
, que os empates favorecem os réus e, com isso, beneficiou sete acusados
de envolvimento no esquema de compra de apoio político desvendado no
governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desses, três foram
absolvidos no processo porque não foram condenados por nenhum outro
crime: o ex-ministro Anderson Adauto (Transportes) e os ex-deputados
João Magno (PT-MG) e Paulo Rocha (PT-PA).
Os empates aconteceram na análise do crime de lavagem de
dinheiro. Só José Borba (PR), ex-líder do PMDB, já foi condenado por
corrupção passiva. Julgamento do mensalão: STF condena Dirceu e mais nove por quadrilha Placar do STF: Veja como está a votação do julgamento do mensalão Agência Brasil
Ministros começam a discutir as penas a serem aplicadas aos condenados do mensalão, na sessão desta terça-feira, 23
Também foram beneficiados, desta vez na análise
do crime de formação de quadrilha, o deputado federal Valdemar Costa
Neto (PR-SP), o ex-tesoureiro do PL (atual PR) Jacinto Lamas e Vinicius
Samarane, ex-diretor do Banco Rural. No entanto, os três foram
condenados por outros crimes. Costa Neto e Lamas por corrupção passiva e
lavagem de dinheiro; Samarane por lavagem de dinheiro e gestão
fraudulenta.
Logo no início da sessão, o presidente do STF, Carlos
Ayres Britto, defendeu o critério de benefício ao réu, o chamado "in
dubio pro reo", para os sete casos de empate no julgamento. "Diante do
empate, o tribunal se vê dividido, e não na posse de sua inteireza, da
sua unidade. Unidade que somente se obtém pela aplicação do princípio da
maioria dos votos." Celso de Mello: 'Um dos episódios mais vergonhosos da história política do País' Leia também: Mensalão pode ser usado contra torturadores, diz defesa de Ustra Cronologia: Relembre os principais acontecimentos do escândalo do mensalão
Celso de Mello concordou com Britto e disse que sua
posição do presidente se encontra amparada não só na Constituição, mas
também no Código Penal. "Essa regra, ainda que editada sob regime
autoritário, do Estado Novo de Vargas, ela tem o conforto de um
princípio básico que consagra entre nós: da presunção de inocência."
Outros ministros seguiram os argumentos de Mello e Ayres
Britto. O único que discordou foi o ministro Marco Aurélio Mello. Para
ele, deveria prevalecer o voto de qualidade, quando compete ao
presidente do STF resolver o impasse, tese que não prosperou. "Fico
feliz de não ter que proclamar esse voto de minerva. Esse é um voto que
me enerva", brincou Ayres Britto.
A discussão ocorreu no STF porque a Corte está com um
integrante a menos desde a aposentadoria de Cezar Peluso no fim de
agosto, quando completou 70 anos. O novo ministro Teori Zavascki já foi
sabatinado no Senado, mas ainda aguarda a aprovação do plenário.
Padre Djacy pede socorro para os sertanejos em carta enviada ao ex-presidente Lula
Religioso defendeu a conclusão da transposição do Rio São Francisco como obra essencial para amenizar o problema da seca
Padre Djacy Brasileiro (Crédito: Web)
O padre Djacy Brasileiro escreveu carta aberta para o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) relatando o drama vivido pelo povo sertanejo
em decorrência da forte seca que assola o Nordeste. “Há um cenário
sombrio, desolador, porque não dizer cenário de morte? E a cada dia que
passa, essa situação vai ficando dramática, calamitosa, deixando os
sertanejos desesperados, angustiados, revoltados”, diz o religioso em
trecho do documento.
Ele pede ainda que o ex-presidente Lula interceda em Brasília pela
conclusão das obras de transposição do Rio São Francisco. “Diga à
presidente da república o seguinte: Dilma, os sertanejos precisam
urgentemente de água. Eles querem a transposição de águas do rio São
Francisco. É questão de vida ou morte”, conclui.
Confira a carta na íntegra: Lula, nosso ex-presidente da República, se possível, leia esta
cartinha. Trata-se de um pedido de socorro feito pelas vítimas da seca,
do sertão nordestino. Afinal, o senhor é nosso conterrâneo. Conterrâneo Lula, o sertão nordestino está mergulhado numa seca
braba, cruel, cujas consequências são devastadoras. Há um cenário
sombrio, desolador, porque não dizer cenário de morte? E a cada dia que
passa, essa situação vai ficando dramática, calamitosa, deixando os
sertanejos desesperados, angustiados, revoltados. Conterrâneo Lula, os sertanejos sofrem com as consequências
nefastas desta seca terrível, principalmente no que diz respeito à falta
de água. Ontem, um pai de família dizia-me: “padre, se não chover para o
ano, vou embora para São Paulo, porque não vou matar minha família de
sede. Pelos menos lá em São Paulo ,a gente tem água pra beber,lá
ninguém morre de sede. Minha família está morrendo de sede.”Sua voz
estava embargada e seus olhos lacrimejados. Conterrâneo Lula, neste ano, nada de colheita. Os agricultores
não colheram nada, nem milho,nem feijão,nem arroz,nem jerimum etc. Tudo é
comprado graças ao dinheiro proveniente dos programas sociais do
governo federal: bolsa família,bolsa escola.As vítimas da seca ainda
podem contar com essa ajuda. Caso contrário, saques e outros atos
similares, com consequências graves, estariam acontecendo. Conterrâneo Lula, o sertão tornou-se palco de carniça, pois, por
onde andamos, não vemos outra coisa a não ser animais mortos,uma
demonstração visível da crueldade desta estiagem duradoura que
castiga impiedosamente este pedaço chão nordestino.O sertão está
mergulhado num grande flagelo,e os sertanejos se agonizam,pedindo
socorro. Conterrâneo Lula, expus toda essa realidade atual do sertão
nordestino, de modo particular do sertão paraibano, para, em nome de
milhares de sertanejos, pedir, até pelo o amor de Deus, que use de sua
força política e moral, para pedir à presidente Dilma, pela transposição
de águas do rio São Francisco, já que se trata de um projeto que poderá
amenizar os efeitos catastróficos da seca. Conterrâneo Lula, para os milhares de sertanejos, a transposição
será uma das melhores alternativas para amenizar seu drama, em tempo de
seca ou não. Recebendo as benditas águas do velho Chico, o sertão
transformar-se-á num novo cenário: haverá água para o consumo humano e
animal, prioridade das prioridades. Querido Lula, os sertanejos têm certeza que o senhor, como homem
nordestino, que sabe o que é seca com suas consequências terríveis, que
tem espírito solidário, humano e cristão,haverá de ouvir os seus
pungentes clamores, e ouvindo essas vozes clamorosas vindo do sertão
paraibano, haverá de clamar à Dilma pela transposição. Lula, faça isso, dê uma palavra por esses milhares de
conterrâneos sedentos, aflitos, desesperados. Diga à presidente da
república o seguinte: Dilma, os sertanejos precisam urgentemente de
água. Eles querem a transposição de águas do rio São Francisco. É
questão de vida ou morte. Aqui está o grito do povo sedento, clamando por água: Lula, peça à Dilma por nós. Pedra Branca-PB, 22 de outubro de 2012. Padre Djacy Pereira Brasileiro, em pleno sertão paraibano.
Da Redação WSCOM Online
Por 6 votos a 4, STF condena Dirceu, Genoino e Delúbio por quadrilha
23/10/2012 | 07h43min
Por seis votos a quatro, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou
nesta segunda-feira (22) por crime de formação de quadrilha cometido
durante o episódio do mensalão o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o
ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio
Soares, Marcos Valério e outros seis acusados. Os quatro já tinham sido
condenados anteriormente no mesmo julgamento por corrupção ativa.
Com a decisão, o Supremo concluiu a análise do último item a ser
julgado. Nesta terça (23), a corte começará a definir questões
pendentes, como o que fazer nos casos de empate, e a fixar o tamanho das
penas para os condenados.
Dos 37 réus, 25 foram condenados por diferentes crimes, nove foram absolvidos e três estão com a situação indefinida.
Foram condenados ainda nesta segunda por formação de quadrilha os
sócios de Valério Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, o advogado de Marcos
Valério Rogério Tolentino e a ex-diretora das agências Simone
Vasconcelos.
Dois ex-dirigentes da cúpula do Banco Rural foram considerados culpados
pela corte do crime de quadrilha, a ex-presidente do banco e atual
acionista Kátia Rabello e o ex-vice-presidente José Roberto Salgado.
Houve empate em relação ao atual vice-presidente do Banco Rural
Vinicius Samarane. Foram cinco votos pela absolvição e cinco votos pela
condenação.
Com esse, são sete os casos de empates no julgamento. O presidente do
STF, ministro Carlos Ayres Britto, que, pelo regimento do Supremo, pode
votar para desempatar, disse nesta segunda crer que o empate deve favorecer os réus.
As acusadas Ayanna Tenório, ex-dirigente do Banco Rural, e Geiza Dias
foram absolvidas de formação de quadrilha pelo plenário do Supremo.
A denúncia do Ministério Público aponta uma quadrilha formada por 13
réus com o objetivo de comandar e operar o esquema voltado para a compra
de apoio político no Congresso durante o início do governo de Luiz
Inácio Lula da Silva.
Integrariam o grupo réus dos três núcleos: 1) político: o ex-chefe da
Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o
ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares; 2) publicitário, Marcos
Valério, seus dois sócios Ramon Hollerbache Cristiano Paz, seu advogado Rogério Tolentinoe
as funcionárias Simone Vasconcelos e Geiza Dias; 3) financeiro, a dona
do Banco Rural, Kátia Rabello, os ex-dirigentes José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório.
Argumentos pró-condenação
Dos dez ministros, seis entenderam que houve a formação de uma
quadrilha para cometer crimes: o relator Joaquim Barbosa, Luiz Fux,
Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ayres Britto.
Ao condenar os 11 réus, Carlos Ayres Britto argumentou que a formação
de quadrilha por parte dos acusados ameaçou a paz pública, na medida em
que houve uma quebra de confiança da sociedade no Estado.
“O povo nutre a confiança no seu Estado. O trem da ordem jurídica não
pode descarrilar, não pode ficar sob ameaça de descarrilamento”, disse.
Ministro com mais tempo de corte, Celso de Mello afirmou que houve um
"grave atentado" ao sistema democrático brasileiro. Segundo ele, foi "um
dos episódios mais vergonhosos da história política deste país".
"Os fins não justificam a adoação de quaisquer meios, principalmente
quando tais meios se referem de forma ofensiva à Constituição e às leis
da República", afirmou Celso de Mello.
O ministro Marco Aurélio Mello destacou que houve uma quadrilha "das
mais complexas" no caso do mensalão. “No caso, houve a formação de uma
quadrilha das mais complexas, envolvendo na situação concreta o núcleo
dito político, o núcleo financeiro e o núcleo operacional. Mostram-se os
integrantes em número de 13. É sintomático o número. Mostraram-se os
integrantes afinados”, afirmou Mello.13 é o número que o PT utiliza para
campanhas eleitorais.
Gilmar Mendes argumentou que "entrelaçaram-se interesses. Foi inegável a
contribuição que visou lograr o interesse de todos. Não se resolveu
apenas o problema do PT, do Banco Rural e do governo, houve a formação
de uma engrenagem ilícita que atendeu a todos e a cada um”, disse Mendes
ao condenar os réus.
Para o ministro Luiz Fux, houve um "projeto delinquencial" por parte do
acusados. "Restou incontroverso que três núcleos se uniram com um
objetivo comum. Chamo atenção ao projeto deliquencial. Esse projeto foi
assentado pelo plenário como existente. Houve condenação por corrupção
ativa e passiva, nos quais foram importantes os núcleos financeiro e
publicitário."
Na avaliação do relator Joaquim Barbosa, ficou claro que foi formada
uma quadrilha. "[Os réus], de forma livre e consciente, se associaram de
maneira estável e com divisão de tarefas com o fim de praticar crimes
contra a administração pública, o sistema financeira nacional, além de
lavagem de dinheiro”, disse na semana passada, ao votar sobre o caso.
Ele disse que há um "manancial" de provas de que Dirceu era quem
comandava o grupo. “Todo esse manancial probatório produzido tanto no
inquérito quanto em juízo comprova que ele [Dirceu] era quem comandava o
núcleo político, que, por sua vez, repassava as orientações ao núcleo
de Marcos Valério, o qual, por sua vez, agia em concurso com o Banco
Rural”, disse,
Argumentos pela absolvição
Quatro ministros votaram pela inocência dos 13 réus: o revisor Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli.
Para Cármen Lúcia, os acusados são pessoas que "chegaram a cargo de
poder" de maneira legítima e "ali praticaram crime". Ou seja, para ela,
não há provas de que chegaram aos cargos para cometer crimes."Eu entendi
que não havia crimes de quadrilha", concluiu.
A ministra Rosa Weber argumentou ainda que os réus do mensalão não se
uniram com o objetivo de formar “uma entidade com vida própria” e
finalidade de cometer crimes. “Os chamados núcleos político, financeiro e
operacional jamais imaginaram formar uma associação para delinquir.
Havia um objetivo, a cooptação de apoio político, os demais fatos sempre
tiveram a finalidade e alcançar essa finalidade”, disse.
O revisor, que abriu a divergência, argumentou que o fato da associação não implica necessariamente em prejuízo à paz pública.
“Mais uma característica de que o fulcro, o objeto, o bem jurídico
tutelado pelo artigo 288 do Código Penal [que criminaliza a formação de
quadrilha ou bando] é a paz pública. É preciso verificar se a conduta
dos réus teve exatamente esse escopo, da prática de uma série de crimes
indeterminados, incontáveis, a conjunção de pessoas interligadas por uma
série de interesses, a menos que se entenda que essa associação ameaça a
paz pública.”
G1
Mensalão: Ayres Britto indica que empates devem levar a absolvições
22/10/2012 | 19h15min
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro
Carlos Ayres Britto, indicou nesta segunda-feira, 22, que a Corte deve
absolver os réus cujos julgamentos terminaram empatados. Até o momento,
seis acusados receberam cinco votos pela condenação e outros cinco votos
pela absolvição. Durante o intervalo da sessão da tarde desta
segunda-feira, Britto lembrou que se manifestou no sentido de que, nos
casos de empate, os réus serão absolvidos.
Andre Dusek/AE
Ayres Britto indicou que STF precisa decidir se haverá necessidade do chamado 'voto de qualidade'
Questionado se daria o voto de desempate, também conhecido como
voto de qualidade, no processo, o presidente do STF respondeu que "antes
disso, se cabe ou não o voto de qualidade, é preciso definir se, em
caso de empate, haverá necessidade desse voto de qualidade ou se no
empate opera por si, ou seja, absolve o réu." "Eu, em pronunciamentos
outros, já me manifestei nesse sentido, que o empate opera em favor do
réu como projeção do princípio da não culpabilidade", completou.
O ministro disse ainda que, quando o placar de uma votação termina
igual, não se alcança o que chama de princípio da "majoritariedade dos
votos". "A unidade dele (do tribunal) somente se obtém com a maioria dos
votos, em cada caso", afirmou. "Se a maioria não foi obtida, essa
unidade não se perfez, ficou no meio do caminho, por isso opera a favor
do réu", completou.
Até o momento, aguardam a decisão sobre o empate o deputado federal
Valdemar Costa Neto (PR-SP) e o ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas, pelo
crime de formação de quadrilha, e os ex-parlamentares José Borba
(ex-PMDB), Paulo Rocha (PT) e João Magno (PT) e o ex-ministro dos
Transportes Anderson Adauto pela acusação de lavagem de dinheiro.
O presidente do STF disse ainda que não sabe se o colegiado vai
discutir a questão dos empates dos réus antes de apreciar qual punição
será aplicada para os condenados, a chamada dosimetria da pena. Ayres
Britto acredita que o relator da ação, ministro Joaquim Barbosa, deve
suscitar o tema em plenário. O ministro afirmou que não sabe se o
julgamento terminará esta semana. "Vai depender do relator", limitou-se a
dizer.
Estadão
Hoje acontece mais um julgamento no STF.
23/10/2012 06h00
- Atualizado em
23/10/2012 06h00
STF decide nesta terça sobre sete empates no processo do mensalão
4 réus foram condenados em outros crimes e 3 estão em situação indefinida. Ministros do STF ainda devem começar a definir tamanho das penas.
Fabiano Costa, Mariana Oliveira e Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília
O Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta terça-feira (23) o que
fazer nos casos em que houve empate na análise dos ministros durante o
julgamento do mensalão. Sete réus ficaram nesta situação, com 5 votos
pela condenação e 5 pela absolvição, devido à aposentadoria, logo no
início do julgamento, do ex-ministro Cesar Peluzo.
Os
ministros Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e
Celso de Mello, durante análise, nesta segunda (22), do processo do
mensalão (Foto: Gervásio Baptista/SCO/STF)
Dos sete réus com empate, quatro foram condenados por outros crimes,
dois tiveram empate no único crime ao qual respondiam e um foi absolvido
de uma acusação e obteve empate na outra.
No primeiro caso estão Valdemar Costa Neto (PR-SP), o ex-tesoureiro do
PL Jacinto Lamas (ambos condenados por lavagem de dinheiro e corrupção
passiva), o ex-deputado José Borba (ex-PMDB-PA) (corrupção passiva) e o
atual vice-presidente do Banco Rural Vinícius Samarane(gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro).
O ex-ministro Anderson Adauto, foi absolvido de corrupção ativa, mas
teve empate na lavagem de dinheiro. Já os ex-deputados Paulo Rocha
(PT-PA) e João Magno (PT-MG) tiveram empate na única denúncia contra
eles, por lavagem de dinheiro.
Até esta segunda (22), o Supremo condenou 25 dos 37 réus e absolveu
nove acusados (veja ao final deste texto a lista de todos os condenados e
absolvidos e os crimes pelos quais responderam, além dos casos em que
houve empate; clique aqui para saber como votou cada um dos ministros).
A decisão sobre o que fazer no empate deverá tomar o início da sessão
desta terça. Pelo regimento interno do Supremo, cabe ao presidente da
corte dar o "voto de qualidade" em casos de empate. Outra alternativa de
desempate levantada pelos ministros é de que o empate favorece o réu. A
terceira possibilidade é aguardar a posse do ministro Teori Zavascki,
indicado pela presidente Dilma Rousseff para a vaga de Peluso.
Nesta segunda, o presidente do Supremo afirmou que é favorável ao princípio de que o empate sempre favorece o réu. DosimetriaDepois, a corte vai começar a definir o
tamanho das penas dos 25 condenados. Já existe consenso de que aqueles
ministros que votaram pela absolvição de determinado réu (e foram
vencidos pela maioria, pró-condenação) não participem do cálculo da pena
deste acusado, afinal condenado.
Para agilizar esta etapa, os ministros estabeleceram informalmente um
critério, de modo a assegurar que o julgamento termine até a próxima
quinta (25).
Pelo acordo firmado fora do plenário entre os ministros, o voto do
relator será o referencial para a fixação das penas. Se um ministro
tiver voto parecido com o de Barbosa, ele acompanha o relator, o
primeiro a votar. Se houver uma divergência expressiva, esse ministro se
manifestará separadamente. Os ministros seguintes poderão, então,
seguir o voto do relator ou os votos divergentes eventualmente
apresentados.
Dessa maneira, avaliam os ministros, diminuirá o risco de haver dez
votos distintos para cada réu, o que ampliaria a discussão sobre os
critérios e prolongaria o julgamento.
Após todos os votos, será feita uma média em relação às propostas. O
presidente do STF, Carlos Ayres Britto, considera que com muitos votos
diferentes o cálculo pode ser complexo e demorado.
Depois das penas, o Supremo também deve decidir se vai determinar a
perda do cargo dos três deputados federais condenados: Valdemar, João
Paulo Cunha (PT-SP) e Pedro Henry (PP-MT).
Veja abaixo a relação de todos os condenados, absolvidos e os casos de
empate (há réus que foram absolvidos de um crime e condenados por
outro): CONDENAÇÕES- Bispo Rodrigues (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Breno Fishberg (lavagem de dinheiro)
- Cristiano Paz (corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha)
- Delúbio Soares (corrupção ativa e formação de quadrilha)
- Emerson Palmieri (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Enivaldo Quadrado (formação de quadrilha e lavagem de dinheiro)
- Henrique Pizzolatto (corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro)
- Jacinto Lamas (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- João Cláudio Genu (formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- João Paulo Cunha (corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro)
- José Borba (corrupção passiva)
- José Dirceu (corrupção ativa e formação de quadrilha)
- José Genoíno (corrupção ativa e formação de quadrilha)
- José Roberto Salgado (gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha)
- Kátia Rabello (gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha)
- Marcos Valério (Corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha)
- Pedro Corrêa (formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Pedro Henry (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Ramon Hollerbach (corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha)
- Roberto Jefferson (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Rogério Tolentino (lavagem de dinheiro, corrupção ativa, formação de quadrilha)
- Romeu Queiroz (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Simone Vasconcelos (lavagem de dinheiro, corrupção ativa, evasão de divisas, formação de quadrilha)
- Valdemar Costa Neto (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
- Vinícius Samarane (gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro) EMPATES- Anderson Adauto (lavagem de dinheiro)
- Jacinto Lamas (formação de quadrilha)
- João Magno (lavagem de dinheiro)
- José Borba (lavagem de dinheiro)
- Paulo Rocha (lavagem de dinheiro)
- Valdemar Costa Neto (formação de quadrilha)
- Vinícius Samarane (formação de quadrilha) ABSOLVIÇÕES
- Anderson Adauto (corrupção ativa)
- Anita Leocádia (lavagem de dinheiro)
- Antônio Lamas (lavagem de dinheiro e formação de quadrilha)
- Ayanna Tenório (gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha)
- Breno Fischberg (formação de quadrilha)
- Cristiano Paz (evasão de divisas)
- Duda Mendonça (lavagem de dinheiro e evasão de divisas)
- Geiza Dias (lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha)
- João Paulo Cunha (peculato)
- José Luiz Alves (lavagem de dinheiro)
- Luiz Gushiken (peculato)
- Pedro Henry (formação de quadrilha)
- Professor Luizinho (lavagem de dinheiro)
- Vinícius Samarane (evasão de divisas)
- Zilmar Fernandes (lavagem de dinheiro e evasão de divisas)
Para ler mais sobre Julgamento do Mensalão, clique em g1.globo.com/politica/mensalao. Siga também o julgamento no Twitter e por RSS.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
22 de Outubro de 2012
BOLA DA VEZ: após obter quase 75 mil votos em JP, aumentam
especulações sobre futuro político de Estela; socialista é cotada para
várias pastas no Governo
BOLA
DA VEZ: após obter quase 75 mil votos em JP, aumentam especulações
sobre futuro político de Estela Bezerra; socialista é cotada para várias
pastas na gestão RC
Credenciada após obter 74.498 votos no primeiro turno das eleições em
João Pessoa, aumentam na bolsa de apostas, qual será o futuro político
da socialista Estela Bezerra, inúmeros interlocutores próximos ao governador
Ricardo Coutinho (PSB) dão como certo um aproveitamento dela numa pasta
estratégica gestão estadual, pois o governador mesmo sem admitir
publicamente, fará uma reforma administrativa nos próximos dias.
Acompanhando a bolsa de apostas, o PB Agora
ouviu alguns interlocutores do Governo RC e aponta algumas secretárias,
com uma seqüência de chances em que Estela poderá figurar:
Educação: Secretária cobiçada por todos os aliados, com uma grande penetração em todas as regiões da Paraíba, Estela que é da ‘cota’ pessoal do governador Ricardo Coutinho pode fazer uma grande gestão e se credenciar para vôos mais altos em 2014.
Planejamento: Outra área estratégica que pode
acomodar Bezerra, a favor pesa a experiência de Estela que já comandou o
planejamento em João Pessoa por muitos anos, podendo desenvolver
projetos vitoriosos na gestão da capital agora em âmbito estadual.
Negativamente é necessário destacar que a pasta é hoje ocupada pelo
aliado do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), o secretário Gustavo
Nogueira que teria que ser deslocado para outra função.
Comunicação: Jornalista de formação, Mesmo com
menos força, Estela pode figurar na pasta que hoje é comandada com uma
política de resultados da secretária Tatiana Domiciano que tem agradado
tanto ao governador Ricardo Coutinho quanto ao staff socialista.
Articulação Política: secretária
ocupada pelo ex-deputado José Lacerda Neto (PSD) que enfrenta
‘desgastes’ na gestão após a sua filha a vereadora Raissa Lacerda (PSD)
ter oficializado apoio ao projeto político do candidato Luciano Cartaxo (PT).
O PB Agora quis
saber do deputado Lindolfo Pires (DEM) qual será o futuro político de
Estela, o parlamentar de Sousa definiu o atual momento vivido por Estela
Bezerra como muito positivo.
“Ela é extremamente competente e poderá ser aproveitada em diversas
áreas, ela é uma verdadeira coringa e a indicação é uma atribuição
exclusiva do governador Ricardo Coutinho”, despistou Lindolfo Pires.
560 candidatos
a prefeito e vereador em João Pessoa-PB nas Eleições 2012: Candidatos
Eleitos.
1.Raoni Mendes 12123.Vereador ELEITO POR QP 2,10% 7.832
votos
PDT Partido Democrático Trabalhista
Coligação: Pra Seguir em Frente I.
2.Bruno Farias 23123
Vereador ELEITO POR QP
1,62% 6.020 votos
PPS Partido Popular Socialista
Coligação: Unidos por João Pessoa I.
3.Durval Ferreira 11411
Vereador ELEITO POR QP
1,52% 5.663 votos
PP Partido Progressista.
4.Bira 40040
Vereador ELEITO POR QP
1,48% 5.510 votos
PSB Partido Socialista Brasileiro
Coligação: Pra Seguir em Frente I.
5.Elisa 45000
Vereadora ELEITO POR QP
1,40% 5.201 votos
PSDB Partido da Social Democracia Brasileira
Coligação: Por Amor a Joao Pessoa Sempre – I.
6.Zezinho Botafogo 40616
Vereador ELEITO POR QP
1,37% 5.111 votos
PSB Partido Socialista Brasileiro
Coligação: Pra Seguir em Frente I.
7.Felipe Leitão 11999
Vereador ELEITO POR QP
1,36% 5.070 votos
PP Partido Progressista.
8.Pedro Alberto Coutinho 14633
Vereador ELEITO POR QP
1,35% 5.023 votos
PTB Partido Trabalhista Brasileiro
Coligação: João Pessoa Mais Feliz I
9.Dr. Luis Flavio 45645
Vereador ELEITO POR QP
1,33% 4.931 votos
PSDB Partido da Social Democracia Brasileira
Coligação: Por Amor a Joao Pessoa Sempre - I
10.Bosquinho 25333
Vereador ELEITO POR QP
1,28% 4.747 votos
DEM Democratas
Coligação: Coligação pra Seguir em Frente Ii
11.Raíssa Lacerda 55110
Vereadora ELEITO POR QP
1,23% 4.575 votos
PSD Partido Social Democrático
Coligação: Pra Seguir em Frente Iii
12.Djanilson Faca Cega 23444
Vereador ELEITO POR QP
1,21% 4.497 votos
PPS Partido Popular Socialista
Coligação: Unidos por João Pessoa I
13.Marmuthe Cavalcanti 70123
Vereador ELEITO POR QP
1,19% 4.421 votos
PT do B Partido Trabalhista do Brasil
Coligação: Por Amor a João Pessoa Sempre Iii
14.Prof. Gabriel 12789
Vereador ELEITO POR MÉDIA
1,13% 4.198 votos
PDT Partido Democrático Trabalhista
Coligação: Pra Seguir em Frente I
15.Renato 40111
Vereador ELEITO POR MÉDIA
1,10% 4.076 votos
PSB Partido Socialista Brasileiro
Coligação: Pra Seguir em Frente I
16.Lucas de Brito Pereira 25121
Vereador ELEITO POR MÉDIA
1,08% 4.016 votos
DEM Democratas
Coligação: Coligação pra Seguir em Frente Ii
17.João dos Santos 22456
Vereador ELEITO POR QP
1,08% 4.001 votos
PR Partido da República
Coligação: João Pessoa Mais Feliz I
18.Benilton Lucena 13200
Vereador ELEITO POR QP
0,97% 3.596 votos
PT Partido dos Trabalhadores
Coligação: Unidos por João Pessoa I
19.Marco Antonio 23000
Vereador ELEITO POR QP
0,95% 3.517 votos
PPS Partido Popular Socialista
Coligação: Unidos por João Pessoa I
20.João Almeida 15123
Vereador ELEITO POR QP
0,92% 3.414 votos
PMDB Partido do Movimento Democrático Brasileiro
Coligação: João Pessoa Mais Feliz I
21.Fernando Milanez 15555 VereadorELEITO POR MÉDIA 0,88%3.259 votos
PMDB Partido do Movimento Democrático Brasileiro
Coligação: João Pessoa Mais Feliz I
22.Marcos Vinicius Nobrega
45678 VereadorELEITO POR MÉDIA 0,87%3.244 votos
PSDB Partido da Social Democracia Brasileira
Coligação: Por Amor a Joao Pessoa Sempre - I