terça-feira, 25 de dezembro de 2012


Dona Canô morre aos 105 anos

Mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia, baiana foi registrada no documentário "Pedrinha de Aruanda", de Andrucha Waddington

iG São Paulo 
Claudionor Viana Teles Velloso, a Dona Canô, morreu na manhã desta terça (25) aos 105 anos. A mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia estava em sua casa, localizada na cidade de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano.
Dona Canô recebeu alta de sua última internação na sexta-feira (21). Ela deu entrada no hospital São Rafael, em Salvador, após sofrer uma isquemia cerebral transitória em 15 de dezembro.

Dona Canô em sua festa de aniversário de 105 anos, Santo Amaro da Purificação, Bahia. Foto: Edgar de Souza/AgNews
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A matriarca nasceu no dia 16 de setembro de 1907 em Santo Amaro da Purificação, na Bahia. Foi casada durante 53 anos com José Telles Veloso, o Zezinho, morto em 1983. Tornou-se conhecida em todo o Brasil principalmente graças a dois de seus oito filhos, dois dos nomes mais importantes da música brasileira.
Ambos prestaram homenagem à mãe em vários momentos de sua carreira. O espetáculo "Amor Festa Devoção", que Bethânia apresentou em 2010, por exemplo, foi inteiramente dedicado a Dona Canô.

AE
Caetano Veloso e Dona Canô

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Sua relação com os dois filhos famosos é retratada em "Pedrinha de Aruanda", documentário sobre Maria Bethânia dirigido por Andrucha Waddington.
O filme retrata alguns momentos de intimidade de Dona Canô com seus dois filhos, inclusive com imagens dos três cantando despreocupadamente na varanda de casa.
É que, apesar de ter nascido numa família pobre, ela estudou no Colégio das Sacramentinas, o melhor de Santo Amaro. Lá, aprendeu a falar francês e a tocar piano. Foi a grande responsável por incentivar o gosto pela arte nos filhos.
Leia também: Caetano Veloso completa 70 anos: veja fotos de sua carreira
Viveu toda a vida em Santo Amaro da Purificação e, mesmo depois da fama dos filhos, continuou morando na mesma casa, no número 179 da Avenida Ferreira Bandeira.
Mas, atrás da figura simples que dizia não entender porque era conhecida em todo o país, estava uma mulher que conheceu algumas das figuras mais poderosas do Brasil.
Em julho de 2011, por exemplo, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva fez questão de ir até a sua casa para cumprimentá-la. Na ocasião, ela entregou a ele um projeto de despoluição do rio Subaé, que corta Santo Amaro da Purificação.

Efraim Filho é o melhor deputado federal da Paraíba segundo a Revista Veja

24/12/2012 | 16h47min

A revista Veja com matéria intitulada “O Congresso que empurra o Brasil para o futuro” publicou hoje um ranking com a avaliação dos deputados federais e senadores brasileiros de acordo com a contribuição que cada um deu para oito eixos (Carga tributária menor e sistema tributário mais simples, Infraestrutura, Qualidade da gestão pública, Qualidade da educação, Combate à corrupção, Marcos regulatórios estáveis aplicados com transparência por agências independentes, Diminuição da burocracia e equilíbrio entre os poderes) apontados pela publicação em parceria com o Núcleo de Estudos sobre o Congresso (Necon), do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp-Uerj).
O deputado federal Efraim Filho, foi o parlamentar paraibano mais bem avaliado com nota 7,5, ocupando a 16ª Posição no País.
Para Efraim Filho (DEM-PB) a avaliação é importante, e é o reconhecimento do trabalho que vem sendo desempenhado no Congresso Nacional. “Esta é a melhor forma de prestar contas a população paraibana, ano passado fomos o 35º esse ano conforme esse mesmo ranking somos o 16º, estamos melhorando, e agora estamos entre os 20 melhores deputados federais do Brasil dentre 513 deputados avaliados, nos dar a certeza que estamos no caminho certo, trabalhando com transparência, correspondendo a expectativa do eleitor paraibano” disse Efraim Filho.
http://www.paraiba.com.br/
Assessoria 

Ex-moradores de rua celebram Natal com frango e macarronada em SP

Marcados por passado de medo e solidão, eles comemoravam o presente.
Participantes do jantar contaram experiências de vitória sobre as drogas.

Paulo Toledo Piza Do G1, em São Paulo

Menino observa pratos servidos na ceia. (Foto: Paulo Toledo Piza / G1)Menino observa pratos servidos na ceia.
(Foto: Paulo Toledo Piza / G1)
Ex-moradores de rua e ex-viciados em drogas reunidos em uma pequena casa no Belenzinho, Zona Leste de São Paulo, aproveitaram a noite de segunda-feira (24), véspera de Natal, para fazer uma ceia com um menu diferente do tradicional, mas com a alegria costumeira da data. No cardápio, macarronada, carne moída, farofa e frango assado, todos preparados pelos acolhidos.
Marcados por um passado de medo, tristeza e solidão, cada membro da família, como eles se chamam, tinha motivos de sobra para celebrar.
O vendedor Leonardo de Freitas Lima, de 22 anos, mal se reconhecia com a camisa e a calça sociais que vestia. Ele, que há três meses estava nas ruas, mexendo no lixo atrás de comida, era um dos que mais sorria. “Lembro como me olhavam antes, quando fugiam de mim. Agora as pessoas vêm conversar, tenho amigos. Não sinto mais medo de caminhar na rua”, afirmou.
Mesa de quitutes para ceia dos ex-moradores de rua. (Foto: Paulo Toledo Piza / G1)Mesa de quitutes para ceia dos ex-moradores de rua. (Foto: Paulo Toledo Piza / G1)
Família para quem não tem família
Entre os acolhidos pela Missão Belém, projeto idealizado em 2005 pelo padre Giampietro Carraro que utiliza a fé para retirar as pessoas das ruas, estavam crianças, muitas delas em processo de adoção, e adolescentes. Eles ganharam brinquedos e se divertiam na rua em frente à sede da associação. “Aqui é uma família para quem não tem família”, ressaltou o padre.
Antes da ceia, Carraro celebrou uma missa animada na sede da missão, que contou com música e dezenas de fiéis. Durante a celebração, o pintor Fábio contou o drama que viveu na Cracolândia. “Cheguei a ficar sete dias usando droga direto”. Há pouco mais de um ano, foi acolhido e largou o crack.
Para ele, a ceia de Natal tem um significado muito especial. “Muitos aqui nunca tiveram uma ceia. E assim eles descobrem o significado do Natal, do nascimento de Cristo.”
Missionário Paulo Emiliano sorri com os amigos durante a ceia. (Foto: Paulo Toledo Piza / G1)Missionário Paulo Emiliano sorri com os amigos durante a ceia. (Foto: Paulo Toledo Piza / G1)
Missionário da associação, Paulo Emiliano Alves, de 40 anos, disse que chegou ao fundo do poço no início da década de 2000. O alcoolismo fez com que ele bebesse acetona misturado em café para tentar saciar o vício. “Quando me vi lendo a embalagem de xampu para ver se tinha álcool, vi que tinha que mudar.”
Desde 2006 “limpo”, agora se esforça para tirar pessoas que viveram drama semelhante ao dele. O Natal, na opinião dele, é uma ocasião em que se pode ajudar a melhorar a vida de todos. “Hoje infelizmente todo mundo pensa só em comprar, comer e se vestir. Mas o sentido do Natal, da ceia natalina, é a família. É conhecer Deus”, completou.
Crianças brincam na rua em frente à casa onde aconteceu a ceia.  (Foto: Paulo Toledo Piza / G1)Crianças brincam na rua em frente à casa onde aconteceu a ceia. (Foto: Paulo Toledo Piza / G1)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012


Brasileiro confia mais em STF que Congresso, diz Ibope

Brasileiro confia mais em STF que Congresso, diz Ibope
Envolvido em um conflito com o Poder Legislativo em torno do mensalão, o Supremo Tribunal Federal leva vantagem na batalha pela opinião pública. Pesquisa Ibope mostra que o STF tem um índice de confiança entre a população maior do que o do Congresso Nacional: 54 a 35, numa escala que vai a 100.  

Marco Maia e Joaquim Barbosa, presidentes da Câmara dos Deputados e do STF, respectivamente, estão em campos opostos desde que o plenário do tribunal decidiu cassar os mandatos dos deputados federais condenados no processo do mensalão. Maia reagiu à sentença e, na semana passada, afirmou que só o Legislativo tem a prerrogativa de cassar seus próprios integrantes, o que gerou o impasse.

Comparando-se aos 83 pontos do Corpo de Bombeiros - sempre a instituição mais bem avaliada pela população -, nem o Supremo nem o Parlamento estão especialmente bem aos olhos do público. Mas os 19 pontos de vantagem dos ministros de toga em relação aos congressistas estão além de qualquer margem de erro.

Evolução

É a primeira vez que o Ibope mede o índice de confiança no STF e não há como saber se ele cresceu ou diminuiu durante os 136 dias do julgamento do mensalão, nos quais o tribunal esteve em evidência nos meios de comunicação. Mas uma pista é dada pela evolução da confiança no Judiciário. Entre junho e dezembro, o índice oscilou de 53 para 47 pontos. Os brasileiros estão mais confiantes no Supremo (54) do que na Justiça (47) de modo geral.  

Há diferenças, porém, do grau de confiança no STF entre os brasileiros. Os mais confiantes são os mais ricos (60 pontos entre quem tem renda familiar superior a 10 salários mínimos), os moradores das regiões Norte e Centro-Oeste (60 pontos) e os com 50 anos ou mais de idade (56 pontos).

Impopular

Das sete instituições pesquisadas pelo Ibope em dezembro, o Congresso foi a que inspirou menos confiança na população. Seu índice de 35 pontos é inferior aos 40 da polícia, aos 54 do sistema eleitoral e aos 60 dos meios de comunicação, por exemplo.

Em junho, o Ibope pesquisou um número maior de instituições, e o Congresso ficou em penúltimo lugar, à frente apenas dos partidos políticos: bateu 36 pontos contra 29. Se serve de consolo, nesses seis meses a desconfiança da população em relação aos parlamentares manteve-se estável.

Se o Supremo bate o Congresso aos olhos do público, ambos perdem para o chefe do Executivo federal. Em junho, a Presidência da República chegou a 63 pontos de confiança, enquanto o governo ficou 10 pontos abaixo.

O Ibope não avaliou a Presidência nem o governo federal na mesma pesquisa que analisou o STF e o Congresso em dezembro. Mas outra sondagem feita no mesmo período também pelo Ibope mostra que a confiança da população em Dilma Rousseff é maior do que nos outros dois Poderes: 73% dizem que confiam na presidente, mesma taxa obtida em setembro. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.



UOL

Turistas danificam ruína maia na Guatemala durante início da 'nova era'

Pessoas escalaram templo e provocaram danos 'irreparáveis' na sexta (21).
Incidente foi no parque arqueológico Tikal, patrimônio da ONU desde 1979.

Da AFP

Turistas danificaram o emblemático Templo II do parque arqueológico Tikal, no norte da Guatemala, durante a comemoração do início de uma "nova era" de 5.200 anos, de acordo com o calendário maia, informou neste domingo (23) uma fonte oficial.
"Infelizmente, muitos turistas escalaram o Templo II e provocaram danos praticamente irreparáveis", afirmou Oswaldo Gómez, assessor técnico do parque Tikal, 560 km ao norte da cidade da Guatemala.
Tikal (Foto: Johan Ordonez/AFP)Xamãs maias participaram de cerimônia na sexta (21), no sítio arqueológico Tikal, em que se celebrou o fim de uma era conhecida como Bak'tun 13 e o início de uma nova, de 5.200 anos (Foto: Johan Ordonez/AFP)
"Estamos de acordo com a comemoração, mas (os turistas) deveriam ter mais consciência porque esse é um patrimônio da humanidade", lamentou Gómez.
Tikal, um ícone da cultura maia e declarado patrimônio mundial da humanidade pela Unesco (órgão da ONU para cultura, educação e ciência) em 1979, foi o principal cenário da comemoração na Guatemala.
O Templo II é o edifício que está em frente ao Gran Jaguar na Gran Plaza Central de Tikal, o lugar mais famoso desse parque arqueológico.
De acordo com Gómez, mais de 7 mil pessoas visitaram o Parque Tikal na sexta-feira (21), dia anunciado para o "fim do mundo".
 g1.globo.com/turismo

domingo, 23 de dezembro de 2012


Latino-americanos são considerados os mais felizes do mundo

Instituto mostra que dos dez países com as respostas mais positivas e otimistas, sete estão na América Latina; foram ouvidas mais de 1.000 pessoas de 148 países


As pessoas mais felizes do mundo não estão no Qatar, o país mais rico. Não estão no Japão, o país com a maior expectativa de vida. Nem no Canadá, que tem alto percentual de pessoas com curso superior, mas não aparece no Top 10. Uma pesquisa divulgada na quarta-feira (19) e realizada com mais de 150.000 pessoas em todo o mundo, revela que sete dos 10 países com as atitudes mais otimistas ficam na América Latina.
Muitos dos sete têm classificações ruins em medidas tradicionais de bem-estar. Um exemplo é a Guatemala, país dilacerado por décadas de guerra civil, seguida por ondas de violência criminal que lhe dão uma das maiores taxas de homicídio do mundo. A Guatemala fica uma posição acima do Iraque no Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas (medida que classifica um país levando em conta expectativa de vida, educação e renda per capita). Mas é o sétimo em emoções positivas.
Hector Retamal/AFP
Guatemala, país entre os mais felizes, realiza cerimônia para celebrar o início da nova era Maia
"Na Guatemala, existe uma cultura de pessoas amigáveis que estão sempre sorrindo", disse Luz Castillo, 30, um instrutor de surf. "Apesar de todos os problemas que estamos enfrentando, estamos cercados por uma beleza natural que nos permite ficar longe de tudo isso."
O Gallup Inc. fez entrevistas em mais de 148 países do mundo no ano passado perguntando se foram respeitados, sorriram ou riram muito, aprenderam ou fizeram algo interessante no dia anterior.
No Panamá e Paraguai, 85% dos entrevistados disseram sim a todas as cinco perguntas, colocando os países no topo da lista. Eles foram seguidos de perto por El Salvador, Venezuela, Trinidad e Tobago, Tailândia, Guatemala, Filipinas, Equador e Costa Rica.
As pessoas com menor probabilidade de relatar emoções positivas vivem em Cingapura, a rica ordeira cidade-Estado que está entre as mais desenvolvidas do mundo. Outros países ricos também se classificaram surpreendentemente mal na lista. A Alemanha e a França empataram com o Estado africano da Somália em 47º lugar.
Nações prósperas podem ser profundamente infelizes, enquanto as atingidas pela pobreza são muitas vezes cheias de positividade.
Esse é um paradoxo com sérias implicações para um campo relativamente novo e controverso chamado de economia da felicidade, que busca melhorar o desempenho do governo, acrescentando percepções de satisfação das pessoas a métricas tradicionais, tais como expectativa de vida, renda per capita e taxas de graduação.
O primeiro-ministro britânico David Cameron anunciou um programa de bem-estar nacional em 2010 como parte de um compromisso para melhorar a vida dos britânicos após a recessão global. A pesquisa domiciliar enviada para 200.000 britânicos fazia perguntas como: "Quão satisfeito você está com a sua vida hoje em dia?"
A Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento, que reúne 34 dos países mais avançados do mundo, recentemente criou um Índice de Vida Melhor que permite que o público compare os países com base na qualidade de vida que vai além do bem-estar material.
Alguns especialistas dizem que esse é um caminho perigoso que poderia permitir que governos usem percepções positivas como uma desculpa para ignorar problemas. Como um exemplo dos riscos, alguns disseram que a pesquisa Gallup pode ter sido desviada por uma tendência cultural latino-americana de evitar declarações negativas, independentemente de como o indivíduo se sente realmente.
"Minha reação imediata é pensar que a pesquisa foi influenciada por um perfil cultural", disse Eduardo Lora, que estudou a medição estatística de felicidade como o ex-economista chefe do Banco Interamericano de Desenvolvimento. "O que a literatura empírica diz é que algumas culturas tendem a responder a qualquer tipo de pergunta de uma forma mais positiva", disse Lora, natural da Colômbia, o 11º país mais positivo do mundo.
Entre os nove países menos positivos, há poucas surpresas, como o Iraque, Iêmen, Afeganistão e Haiti. Para outros, como a Armênia, a infelicidade é algo um pouco mais efêmero.
"Sentir-se infeliz é parte da mentalidade nacional por aqui", disse Agaron Adibekian, um sociólogo que vive na capital da Armênia, Yerevan. "Os armênios gostam da melancolia. Tivemos muitos anos de agitações. Os americanos mantêm seus sorrisos e evitam compartilhar seus problemas com os outros e os armênios se sentem envergonhados do sucesso."
Os Estados Unidos ficaram em 33º lugar. As maiores economias da América Latina, o México e o Brasil, ficaram 20 posições mais abaixo na lista.
Jon Clifton, um dos sócios do Gallup, reconheceu a tendência cultural em expressar emoções positivas ou negativas. Mas ele disse que os céticos não devem subestimar a expressão de emoções positivas como um fenômeno importante em si mesmo.
"Essas expressões são uma realidade, e isso é exatamente o que estamos tentando quantificar", disse ele. "Eu acho que há maior emocionalidade positiva nesses países."
Alguns latino-americanos disseram que a pesquisa atingiu algo fundamental sobre seus países: o hábito de se concentrar em coisas positivas, como amigos, família e religião, apesar da dificuldade de suas vidas diárias.
Portal ig

    Saiba como conservar e reaproveitar com segurança os alimentos que sobraram da festa

    Leoleli Camargo , iG São Paulo
    Getty Images
    Ceia: o que foi à mesa e ficou mais de 2 horas em temperatura ambiente deve ser descartado
    A cada ano, o manuseio e a conservação imprópria de alimentos são responsáveis por 670 mil surtos de intoxicação alimentar – ocorrências que afetam, em média, 13 mil pessoas anualmente – apontam dados epidemiológicos do Ministério da Saúde. Desse total, 45% ocorrem dentro de casa.
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    Com a correria para preparar a tempo todos os pratos que compõem as ceias das festas de fim de ano, cresce também o risco de contaminação por doenças de origem alimentar. Os erros mais frequentes estão na cocção (assar ou cozinhar mal ou muito tempo antes do momento de consumo), na conservação (manter tempo demais em temperatura ambiente) e no armazenamento (não cobrir as embalagens e reaproveitar os restos que ficaram expostos na mesa).
    Leia mais: Como armazenar os alimentos e minimizar a contaminação
    O que não foi consumido na festa pode e deve ser aproveitado no dia seguinte. Para aproveitar as sobras de forma segura, entretanto, é preciso cuidado. A nutricionista Vânia Cabrera alerta para uma regra normalmente negligenciada no dia seguinte às festas: se esqueceu de guardar, despreze. Mas, e o desperdício? Calma, não é preciso colocar na mesa toda a comida que foi preparada para a ceia. O ideal, orienta a nutricionista, é por os preparos em recipientes menores, fechados, e deixar na mesa a quantidade proporcional do número de convidados. Assim fica mais fácil de armazenar na geladeira e manter tudo fresco para o momento de servir.
    “Dá para ir repondo na medida em que os pratos forem sendo consumidos e o que não foi para a mesa pode ser servido, fresco, no dia seguinte” diz Vania.
    Outro foco frequente de problema com as sobras é outro erro comum dentro da casa do brasileiro: não reaquecer adequadamente os pratos quentes antes de servi-los.
    “Não vale dar só uma ‘esquentadinha’, é preciso aquecer bem, a uma temperatura superior a 70 graus”, orienta Flávia Zibordi, nutricionista da Zibordi Consultoria .
    “Para ser servido com segurança, o alimento precisa estar quente a ponto de você não conseguir tocar nele.”
    Flávia, que trabalha há quase duas décadas orientando hotéis e restaurantes sobre segurança alimentar, já perdeu a conta das vezes em que algum estabelecimento comercial levou a culpa da intoxicação alimentar quando, na verdade, o foco de contaminação estava dentro de casa.
    Getty Images
    Pernil assado: a peça que ficou acondicionada de forma segura pode render um bom sanduíche no dia seguinte à ceia
    “É comum as pessoas colocarem a culpa no restaurante, mas a verdade é que o maior foco de contaminação ocorre no âmbito doméstico. Começa por não lavar as mãos antes do preparo, por ficar usando um pano de prato sujo, e por aí vai. Em festa de fim de ano a cozinha fica cheia de gente, todo mundo mete a mão na comida. O risco é grande e às vezes difícil de controlar”, diz ela.
    Leia: Conheça os 5 alimentos líderes em contaminação
    Ainda que os pratos tenham sido preparados com cuidado e higiene, a exposição por muito tempo na mesa e até mesmo a movimentação em volta da comida – as pessoas falam, espirram, tossem, mexem no cabelo – pode contribuir para que a festa seja realmente inesquecível, diz o biomédico Roberto Martins Figueiredo, o Dr. Bactéria. E não adianta confiar nos sentidos.
    “As bactérias não alteram a cor, o cheiro ou o sabor dos alimentos de forma perceptível” alerta o biomédico, que é autor, entre outras obras, do livro Armadilhas de uma cozinha (Ed. Manole).
    Veja a seguir o que ajuda a reduzir o risco de contaminação dos alimentos:
    • Evite cozinhar as carnes muito tempo antes do consumo, o ideal é preparar e servir imediatamente. Outra opção é, depois de pronta, fazer o resfriamento rápido com gelo (coloque a carne assada em um pote bem fechado e mergulhe-o num recipiente limpo com gelo) e depois de resfriado guardar na geladeira. Atenção: carnes guardadas após o resfriamento rápido devem ficar, no máximo 3 dias na geladeira e peixes, apenas 1 dia.
    • Asse bem todas as carnes, especialmente os cortes com osso: a carne perto do osso leva mais tempo para assar e, assim, ficar segura para consumo. Para saber se a peça está cozida por inteiro, faça um corte próximo ao osso. Se a área estiver rosada, devolva a peça ao forno.
    • Mantenha tudo como serve: o que é quente deve ser mantido quente e o que é frio precisa permanecer frio. Evite manter assados e outros preparos por mais de duas horas à temperatura ambiente e reaqueça bem as preparações quentes. Da mesma forma, as saladas e sobremesas frias devem ser mantidas assim o maior tempo possível.
    • Depois de prontos, guarde os preparos em potes menores. Deixe na mesa apenas o que será consumido e vá repondo de acordo com a necessidade. O que ficou exposto por mais de duas horas à temperatura ambiente deve ser descartado (isso vale mesmo para frutas picadas). O que não saiu da geladeira pode e deve ser consumido no dia seguinte.

    Regras gerais de segurança alimentar:
    • Lave bem as mãos antes de manusear os alimentos (isso também vale para a hora da montagem dos pratos)
    • Higienize muito os utensílios e as superfícies que irão em contato com os alimentos (use álcool e papel absorvente ou um pano limpo)
    • Lave ou limpe bem as embalagens antes de abri-las
    • Descongele os alimentos dentro da geladeira e jamais em temperatura ambiente
    • Troque o pano de prato por outro limpo assim que ele estiver molhado ou sujo
    • Desinfete todos os vegetais (frutas, legumes e verduras) que serão consumidos crus (você pode usar produtos específicos para esse fim uma solução de 1 colher de água sanitária para cada litro de água)
    • Ferva o palmito e outros enlatados por 15 minutos antes de usar
    • Frite bem a rabanada, para que ela fique cozida por dentro (para isso, o óleo não deve ser muito quente)
    • Tenha cuidado especial com os cremes, coberturas e recheios a base de leite e ovo. Se possível, acrescente-os às receitas apenas na hora de servir
    • No preparo da salada de maionese, espere a batata esfriar por completo antes de misturar com a maionese. Evite usar maionese feita com ovo cru (prefira a industrializada)
    • Conserve todas as sobras na geladeira cobertas com tampas ou filmes de PVC