quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Atividades sobre a América Latina.

1. (Fuvest 2004) 
Mural “O Sangue dos Mártires Revolucionários Fertilizando a Terra”, de Diego Rivera 
Neste mural, o pintor mexicano retratou a morte de Emiliano Zapata. Observando a pintura, é correto afirmar que Rivera 
a) foi uma rara exceção, na América Latina do século XX, pois artistas e escritores se recusaram a relacionar arte com problemas sociais e políticos. 
b) retratou, no mural, um tema específico, sem semelhanças com a situação dos camponeses de outros países da América Latina. 
c) quis demonstrar, no mural, que, apesar da derrota armada dos camponeses na Revolução Mexicana, ainda permaneciam esperanças de mudanças sociais. 
d) representou, no mural, o girassol e o milharal como símbolos religiosos cristãos, próprios das lutas camponesas da América Latina. 
e) transformou-se numa figura única na história da arte da América Latina, ao abandonar a pintura de cavalete e fazer a opção pelo mural. 

2. (FUVEST) A Revolução Mexicana de 1910, do ponto de vista social, caracterizou-se:
a) pela intensa participação camponesa;
b) pela aliança entre operários e camponeses;
c) pela liderança de grupos socialistas;
d) pelo apoio da Igreja aos sublevados;
e) pela forte presença de combatentes estrangeiros.

3. "O descontentamento com a desigualdade social crescia em todos os setores populares (...) Uma situação francamente revolucionária só se criou quando a este descontentamento generalizado somaram-se dois fatos novos. Primeiro, uma grave dissensão no patriciado político motivada pelo continuísmo de Porfíro Dias (...) Segundo e principalmente, o surgimento de duas lideranças camponesas autênticas: a de Emiliano Zapata (...) e a de Francisco Villa (...)"
(Darcy Ribeiro, As Américas e a Civilização)
O texto refere-se à:
a) Revolução Sandinista
b) Revolução Cubana
c) Guerra do Pacífico
d) Guerra do Chaco
e) Revolução Mexicana

4. (Fuvest/2006) Na América Latina, no século XX, aconteceram duas grandes revoluções: a Mexicana de 1910 e a Cubana de 1959. Em ambas, os
a) camponeses sem terra lideraram sozinhos os movimentos.
b) EUA enviaram tropas que lutaram e quase derrotaram os rebeldes.
c) grupos socialistas iniciaram a luta armada, tornando hegemônicas suas ideias.
d) revolucionários derrubaram governos autoritários e alcançaram a vitória.
e) programas revolucionários foram cópias de movimentos europeus.

5.. A Revolução é uma súbita imersão do México em seu próprio ser (...) é uma busca de nós mesmos e um regresso à mãe. Nela, o México se atreve a ser.
(OCTAVIO PAZ, escritor mexicano. Citado por Grandes Fatos do Século XX. Rio de Janeiro, Rio Gráfica, 1984.)
A Revolução Mexicana, iniciada em 1911, trouxe à tona a organização e a luta de populações camponesas de origem indígena que até hoje utilizam esse movimento como símbolo.
A eclosão da Revolução Mexicana pode ser explicada pelos seguintes motivos:
a) a influência do ideário positivista e a atuação dos "científicos" nos movimentos camponeses
b) a luta do campesinato pela propriedade da terra e as reivindicações de setores burgueses por um maior espaço na política
c) a necessidade de uma modernização capitalista e o desejo da burguesia pela ampliação da influência do capital francês no país
d) a união dos liberais e dos comunistas mexicanos contra o porfiriato e o interesse dos grandes proprietários na aliança com o capital inglês
e) pelo seu processo de independência no século XIX, onde o México se endividou e a revolução era uma possibilidade para alterar tal situação de dependência.

6. A Revolução Mexicana, irrompida em 1911, e a ascensão da União Cívica Radical à Presidência da República na Argentina, em 1916, exprimem casos exemplares das crises oligárquicas ocorridas na América Latina no início do século XX.Assinale a opção que apresenta corretamente uma importante diferença entre os dois processos mencionados.
a) A Revolução Mexicana foi concebida por oligarquias dissidentes do Porfiriato, enquanto o Radicalismo argentino foi gestado no meio sindical anarquista. 
b) No caso mexicano, o desdobramento do movimento revolucionário contou com forte adesão de setores camponeses, ao passo que o Radicalismo argentino se caracterizou, sobretudo em seu início, como um movimento político da classe média urbana. 
c) O processo revolucionário mexicano assumiu rumos notoriamente bolcheviques após 1917, influenciado pelo êxito da Revolução Russa, ao contrário do Radicalismo argentino, movimento essencialmente conservador. 
d) A Revolução Mexicana foi, desde o início, um processo de insurgência nacional e multi-classista, ao passo que o Radicalismo de Ipólito Yrigoyen se manteve restrito ao meio social portenho da classe média urbana. 
e) A Revolução Mexicana pôs em cena a questão social e agrária de forma radical, ao contrário do Radicalismo argentino que, desde o início, demonstrou indiferença em relação às massas.

7. Ao longo do século XX, diversos movimentos sociais eclodiram na América Latina. Dentre eles, destacamos a Revolução Mexicana, iniciada em 1911, que se caracterizou, em suas origens, como um movimento:
a) operário pela implantação de um governo socialista no México.
b) nacionalista contrário à dominação política espanhola.
c) burguês em defesa da industrialização do país.
d) camponês de luta por uma reforma agrária.
e) liberal em prol de uma aliança econômica com os Estados Unidos.

8. A revolução iniciada em 1910 foi um grande movimento popular, anti-latifundiário e anti-imperialista, que foi responsável por importantes transformações no México. Do ponto de vista institucional, oficial, considera-se a revolução como o movimento que derrubou a ditadura e possibilitou a ascensão de Francisco Madero em junho de 1911. No entanto, o movimento revolucionário possuía outra dimensão: os camponeses do sul, liderados por Emiliano Zapata, e os do norte, liderados por Pancho Villa, defendendo a reforma agrária.
Fonte: A Revolução Mexicana. 2000. Disponível em: . Acesso em 7 demarço de 2010 (adaptado)
A leitura do texto acima nos permite concluir que
a) o movimento popular que derrubou a ditadura no México teve como uma de suas manifestações as pressões dos camponeses para a realização de uma reforma agrária.
b) a Revolução Mexicana, apesar de promover a derrubada da ditadura de Madero, apresentou um caráter essencialmente burguês, sem a participação das camadas populares.
c) Pancho Villa e Emiliano Zapata, líderes do movimento camponês da Revolução Mexicana, foram os principais responsáveis pela derrubada da ditadura de Madero em 1911.
d) a ditadura implementada após a Revolução Mexicana de 1910 foi responsável pela efetivação do projeto de reforma agrária defendido por Emiliano Zapata e Pancho Villa.
e) a Revolução Mexicana de 1910, apesar da aparência anti-imperialista, teve total apoio do governo dos Estados Unidos, beneficiado pela ascensão do líder popular Francisco Madero.

9. (UECE) Em Chiapas, no México, em 1994, ocorre uma rebelião conduzida pela Frente Zapatista de Libertação Nacional que reivindica mudanças na distribuição da terra e benefícios sociais para as populações do campo e indígena. Quanto à utilização do termo "zapatistas", assinale o correto. 
a) Uma aproximação à imagem de Emiliano Zapata, um líder da revolução Mexicana que no início do século XX, parecia ser a única esperança para os camponeses do sul do país. 
b) Uma clara homenagem ao atual presidente espanhol José Luiz Rodríguez Zapatero, que à época da rebelião, era militante do Partido dos Trabalhadores Socialistas espanhol (PSOE) e porta-voz internacional das minorias mexicanas. 
c) Referência a Zapata, território localizado no pequeno estado mexicano Morelos, cuja população de indíos e camponeses, há séculos, resiste as violentas expropriações dos fazendeiros sobre suas comunidades. 
d) Uma homenagem aos irmãos Emiliano e Eufêmio Zapata, pequeno proprietários de terras, no estado de Morelos, que injustamente tiveram suas terras expropriadas por grandes fazendeiros e foram brutalmente assassinados.
10. (PUCSP)
"Há países com mais de 60% da população constituída por índios, como Bolívia e Guatemala. E há um país como México, que está ao redor de 12%. Dependendo das condições, não há sentido pleitear essa autonomia [de estados indígenas na América], especialmente se ela ficar submetida a governos que não estão interessados em repassar recursos para o desenvolvimento dessas populações. Há setores do zapatismo e do movimento indígena boliviano que de fato pleiteiam a autonomia, mas ao mesmo tempo estão buscando integrar-se. É importante diferenciar movimentos que buscam maior inserção dos indígenas no mundo globalizado, de movimentos extremados, fundamentalistas, que querem a autonomia a qualquer preço, mesmo que ela venha isolar ainda mais os indígenas."

(Nestor García Canclini, em entrevista a O Estado de São Paulo, 2 de julho de 2007, in http://txt.estado.com.br/suplementos/ ali/2006/07/02/ali-1.93.19.20060702.4.1.xml)
O texto menciona o "zapatismo" e o "movimento indígena boliviano", ambos atuantes nos dias de hoje. Sobre eles, podemos dizer que o 
a) zapatismo se manifesta principalmente na região de Chiapas, ao sul do México, defende direitos de diversas etnias de origem pré-colombiana e se diz herdeiro das reivindicações indígenas da Revolução Mexicana de 1910. 
b) movimento indígena boliviano chegou ao poder com a vitória eleitoral de Evo Morales, defende a produção de cocaína e se diz herdeiro das lutas emancipacionistas de Tupac Amaru, no século XVIII.
c) zapatismo e o movimento indígena boliviano representam novas tendências políticas na América Latina e são apoiados e financiados pelos governos estrangeiros da Venezuela, do Brasil e dos Estados Unidos.
d) movimento indígena boliviano tem evidente conotação esquerdista e luta pela formação de um Estado unitário na América Latina, nos moldes do projeto bolivariano do início do século XIX.

e) zapatismo nasceu no início do século XX e ressurgiu no princípio do século XXI, com o objetivo de apoiar o ingresso do México no NAFTA, mercado comum que envolve ainda o Canadá e os Estados Unidos.
http://www.chumanas.com/2012/02/revolucao-mexicana-questoes-de.html

PM da Paraíba lança edital para Curso de Formação de Oficiais

Edital oferece 30 vagas e inscrições começam na terça-feira (10).
Notas do Enem serão utilizadas para ingresso no CFO.

Do G1 PB


A Polícia Militar da Paraíba (PMPB) lançou edital de concurso para o Curso de Formação de Oficiais (CFO). Segundo o documento, estão sendo oferecidas 30 vagas, sendo 25 para candidatos do sexo masculino e cinco para o sexo feminino. As inscrições ficarão abertas das 9h da terça-feira (10) até às 9h de 30 de setembro, exclusivamente por meio do site da polícia. O edital foi publicado no Diário Oficial do estado do sábado (7). Os aprovados iniciam o curso em 2014.
A taxa de inscrição é de R$ 70 e poderá ser paga até 7 de outubro em qualquer agência do Banco do Brasil. De acordo com a Polícia Militar, o investimento será utilizado para as despesas com preparação, organização e realização dos exames complementares. Conforme o edital, os exames desta fase - que compreendem os Psicológicos, de Saúde e de Aptidão Física - serão realizados após o resultado do Exame Intelectual (provas escritas) e apenas com os candidatos habilitados neste último.

O edital estabeleceu ainda que serão utilizadas como fase intelectual no CFO as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2013), que será realizado pelo Instituto Nacional de Estudo e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), nos dias 26 e 27 de outubro.
O cálculo das médias dos candidatos ao CFO, no entanto, será feito pela Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão da Paraíba (Funape). Os resultados de todas as etapas será divulgado através do site da PM.

Como funciona
O ingresso no Curso de Formação de Oficiais se dará na graduação de praça especial, como cadete. Ao término do curso, com aproveitamento, o concluinte será declarado aspirante a oficial PM. Após o estágio probatório, de no mínimo seis meses, o PM será promovido ao posto de 2º tenente, ingressando no Quadro de Oficiais Combatentes da PMPB.

Durante todo o curso, o aluno terá direito a uma bolsa, que varia de R$ 1.419,35, no primeiro ano de formação, até R$ 1,843,78, no terceiro e último ano. Após a conclusão, o aspirante a oficial receberá R$ 4.121,44, valor que chegará a R$ 5.156 quando da promoção ao posto de 2º tenente.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Câmara dá início a novo processo de cassação de Donadon

Conselho de Ética instaurou novo processo disciplinar de deputado preso.
Plenário o livrou da cassação, mas sessão teve efeitos suspensos pelo STF.

Felipe Néri Do G1, em Brasília


Natan Donadon faz sua defesa em plenário da Câmara (Foto: Zeca Ribeiro/Ag.Câmara)O deputado Natan Donadon faz a própria defesa na
Câmara na sessão em que o plenário rejeitou a
cassação (Foto: Zeca Ribeiro/Ag.Câmara)
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instaurou nesta quarta-feira (11) novo processo disciplinar por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Natan Donadon (sem partido-RO). Se aprovado em todas as etapas de tramitação e chegar ao plenário, o processo poderá resultar na cassação do deputado.
Donadon está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 13 anos de prisão por formação de quadrilha e peculato (crime contra a administração pública).
No último dia 28, o plenário da Câmara rejeitou a cassação de Donadon ao analisar parecer emitido pela Comissão de Constituição e Justiça. O relatório era favorável à perda de mandato, mas pela diferença do voto de 24 deputados, não foi alcançado o mínimo de 257 votos necessários para aprovar a cassação. Mesmo com a decisão contrária do plenário, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) decidiu no mesmo dia afastar o parlamentar.
Mas a sessão que livrou Donadon teve os efeitos suspensos por decisão liminar (provisória) concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso. A decisão de vale até que o plenário do Supremo julgue em definitivo o pedido de suspensão dos efeitos da sessão, formulado pelo líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP).
Novo processo
A instauração do novo processo no Conselho de Ética ocorreu após representação protocolada pelo líder do PSB, Beto Albuquerque (RS), que não participou da votação em plenário. No documento, ele argumenta que a condenação de Donadon no STF é incompatível com o exercício parlamentar e que os fatos que levaram a essa condenação “não se coadunam com os requisitos de probidade e decoro parlamentar”.
“O que se intenta aqui é formular juízo de reprovabilidade da conduta do parlamentar em questão em face da condenação criminal já tramitada em julgado”, diz o documento.
O prazo para a emissão do parecer do Conselho de Ética é de 90 dias, mas o relator ainda não foi definido. Após aprovação no conselho, o relatório deverá seguir para o plenário.
Ao instaurar o processo, foi feita uma votação que definiu uma lista tríplice com o nome dos indicados para relatar o processo: José Carlos Araújo (PSD-BA), Sibá Machado (PT-AC) e Renzo Braz (PP-MG). O relator será definido pela presidência da conselho.
   

Saiba o que pode acontecer se o STF aceitar infringentes e se não aceitar

Recurso levará a novo julgamento para 12 réus do mensalão se for aceito.
Se Supremo rejeitar, 22 condenados poderão ser presos ainda neste ano.

Mariana Oliveira Do G1, em Brasília



O Supremo Tribunal Federal (STF) discute nesta quarta-feira (10) se são cabíveis os embargos infringentes, tipo de recurso para condenados que obtiveram ao menos quatro votos favoráveis e que pode levar a um novo julgamento no processo do mensalão. Saiba o que pode acontecer com os envolvidos no processo caso o tribunal aceite o recurso e caso não aceite.
ENTENDA OS TIPOS DE EMBARGOS
Embargos de declaração
Os embargos de declaração servem para questionar contradições ou omissões no acórdão, não modificando a decisão. Podem questionar o tempo de pena ou o regime de cumprimento, por exemplo.
Todos os 25 condenados apresentaram embargos de declaração. Vinte e dois tiveram as penas mantidas após a análise dos recursos.
Depois do julgamento dos embargos de declaração, cabem os "embargos dos embargos". Há dúvida se o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, votará pela prisão dos condenados antes ou se o Supremo vai esperar os segundos embargos.
Embargos infringentes
Os embargos infringentes são recursos previstos no regimento do Supremo Tribunal Federal e que podem levar a um novo julgamento do crime no qual o condenado tenha obtido ao menos quatro votos favoráveis. Eles não constam de lei de 1990 que regulou as ações no Supremo e, por isso, há dúvida sobre sua validade,
Os embargos infringentes possibilitam a reanálise de provas e podem mudar o mérito da decisão do Supremo. No entanto, só devem ser apresentados depois da publicação da decisão dos embargos de declaração.
Se os embargos infringentes forem aceitos, esses réus poderão tentar reverter as condenações daquela acusação específica e reduzir a pena total - a maioria dos réus foi condenada por dois ou mais crimes.
Dos 25 condenados pelo Supremo, 12 teriam direito aos infringentes. São os casos de João Paulo Cunha, João Cláudio Genú e Breno Fischberg, que nas condenações por lavagem de dinheiro obtiveram ao menos quatro votos a favor.
Outros oito réus (José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério, Kátia Rabello, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz e José Roberto Salgado) foram condenados no crime de formação de quadrilha por seis votos a quatro. Simone Vasconcelos também obteve quatro votos favoráveis no crime de quadrilha, mas a punição prescreveu e ela não pode mais pagar por este crime. No entanto, ela ainda poderá recorrer caso os infringentes sejam aceitos.
EMBARGOS INFRINGENTES CABÍVEIS
Cenário 1
- Plenário aceita os embargos infringentes para autorizar novo julgamento para 12 réus. - No caso dos outros 10 (só 22 dos 25 condenados terão penas de prisão, três tiveram punições convertidas em prestação de serviços), o Supremo não discute sobre prisão e segue o entendimento tomado no caso do deputado Natan Donadon. Na ocasião, o tribunal esperou a publicação do julgamento dos embargos de declaração no "Diário de Justiça Eletrônico" - que levou três meses - e deixou que Donadon apresentasse segundos embargos de declaração. Depois que o recurso foi protocolado, a relatora do caso Donadon, ministra Cármen Lúcia, preparou o voto e levou ao plenário em três meses. O tribunal considerou o recurso protelatório e determinou a prisão do parlamentar.
Cenário 2
- Plenário aceita os embargos infringentes para autorizar novo julgamento para 12 réus.
- O presidente do STF e relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, diz que no caso dos outros 10 réus não cabem novos embargos declaratórios e vota pela prisão deles - entre os 10 estariam o deputado Valdemar Costa Neto e o ex-deputado Roberto Jefferson, delator do esquema do mensalão. Plenário rejeita e decide esperar os segundos embargos, assim como ocorreu com Donadon.
Cenário 3:
- Plenário aceita os embargos infringentes para autorizar novo julgamento para 12 réus.
- Barbosa pede a prisão dos 10 que não podem entrar com infringentes. Plenário aceita e são expedidos os 10 mandados de prisão. Valdemar Costa Neto e Roberto Jefferson são presos.
EMBARGOS INFRINGENTES INVÁLIDOS
Cenário 1
- Plenário decide que embargos infringentes não cabem.
- O Supremo não discute sobre prisão dos condenados e segue o entendimento tomado no caso Donadon, aguardando os segundos embargos de declaração.
Cenário 2
- Plenário decide que embargos infringentes não cabem.
- Barbosa afirma que não cabem segundos embargos de declaração e resolve pedir a prisão de 22 dos 25 condenados. Plenário rejeita e decide manter o entendimento do caso Donadon.
Cenário 3
- Plenário decide que embargos infringentes não cabem.
- Joaquim Barbosa diz que não cabem segundos embargos de declaração e resolve pedir a prisão de 22 dos 25 condenados. Plenário acata decisão de Barbosa e decide que todos devem ser presos. Os mandados de prisão são expedidos para 22 réus - clique para ver as penas de cada um.

domingo, 8 de setembro de 2013

Câmara dá R$ 80 mil por mês a condenados por mensalão


GABRIELA GUERREIRO
RANIER BRAGON
DE SÃO PAULO

Ouvir o texto
A Câmara deve desembolsar por mês mais de R$ 80 mil no pagamento de aposentadorias para deputados e ex-deputados condenados no processo do mensalão. Além de José Genoino (PT-SP), que pediu aposentadoria por invalidez na quarta, o deputado Valdemar da Costa Neto (PR-SP) e os ex-deputados Roberto Jefferson, (PTB-RJ), José Borba (PMDB-PR) e Pedro Corrêa (PP-PE) têm direito ao benefício da Câmara.
Cassado em 2005, no auge do escândalo, Jefferson recebe mensalmente, em valores brutos, R$ 18.477 como aposentado da Câmara.
O deputado, que teve seis mandatos na Câmara, hoje com 60 anos, conquistou o benefício na época porque estava vinculado ao extinto IPC (Instituto de Previdência dos Congressistas), que permitia ao parlamentar se aposentar proporcionalmente após oito anos de contribuição e 50 anos de idade.
Costa Neto, 64, será enquadrado na mesma regra quando deixar o mandato. Como aderiu à Previdência da Câmara antes de 1997, quando o IPC foi extinto, o parlamentar terá direito a aposentadoria mensal de R$ 16.773.
Ele recebeu aposentadoria no período em que esteve sem mandato, entre 2005 e 2007. Ex-presidente do PR, renunciou ao posto em 2005 numa tentativa de evitar a cassação.
A Câmara deixou de pagar o benefício quando ele reassumiu a cadeira, em 2007, após ter conseguido se eleger novamente deputado, já que não é permitido o acúmulo da aposentadoria com o salário.
Genoino, 67, tem assegurada aposentadoria de R$ 20 mil mensais, conquistada em 2005 quando pediu o benefício proporcional aos seus anos na Câmara, onde ingressou em 1983. Na época em que pediu o benefício, ele estava sem mandato e foi afastado da cúpula do PT por causa do envolvimento no mensalão.
Se a Câmara conceder a aposentadoria por invalidez -internado em julho, Genoino foi submetido a uma cirurgia cardíaca-, o valor subirá para R$ 26,7 mil por mês e ele poderá manter o plano de saúde da Câmara. Junta médica da Casa analisará o seu caso.
Também condenados pelo mensalão, João Paulo Cunha (PT-SP) e Pedro Henry (PP-MT) não terão direito à aposentadoria se deixarem o mandato.
Cunha, 55, aderiu ao plano de Previdência da Câmara no atual modelo, em que deputados recebem o benefício só depois de 35 anos de contribuição e 60 anos de idade.
Henry, 56, chegou a receber aposentadoria quando renunciou ao mandato em 2005, mas ao retornar para o sistema previdenciário da Casa optou por deixar o IPC e receber em dinheiro a contribuição retroativa.
Segundo a administração da Câmara, o ex-deputado José Dirceu (PT-SP), cassado em 2005, não recebe benefícios previdenciários da Casa.
Desde 2005, o ex-deputado José Borba, 64, recebe mensalmente R$ 11.529 como aposentado da Câmara. Na época das denúncias do mensalão, Borba renunciou ao mandato para escapar da cassação. Como foi contribuinte do IPC, conseguiu se afastar da Casa mantendo o benefício mensal.
O mesmo cenário se aplica ao ex-deputado Pedro Corrêa, 65. Cassado há sete anos, o ex-presidente do PP recebe aposentadoria de R$ 17.713. A Casa concedeu o benefício em 2006, pouco depois de Corrêa perder o mandato.
Também condenados, os ex-deputados Bispo Rodrigues (então no PL, hoje PR) e Romeu Queiroz (PTB) não têm direito às antigas regras do IPC -que permitiam o pagamento proporcional do benefício.

Editoria de Arte/Folhapress
BENEFÍCIO MANTIDO Veja quem terá direito a receber aposentadoria pela Câmara durante o cumprimento das penas do mensalão

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Jornal mostra vídeo de execução de soldados por rebeldes na Síria; veja

05/09/2013 | 17h52min

O jornal americano "New York Times" divulgou nesta quinta-feira (5) um chocante vídeo que mostra o que seria a execução, por rebeldes sírios, de sete soldados leais ao regime do presidente Bashar al- Assad.
Segundo o jornal, o incidente ocorreu em abril, na região de Idlib. Clique para assistir.
Abdul Samad Issa, um chefe rebelde de 37 anos, ordena a execução.
Em tom vingativo, ele acusa os soldados capturados de colaborarem com um regime "corrupto".
A Síria enfrenta, há quase dois anos e meio, uma violenta guerra civil que já deixou mais de 110 mil mortos, provocou a saída de mais de 2 milhões de refugiados, destruiu a infraestrutura do país e ameaça a estabilidade política do Oriente Médio.
Os Estados Unidos anunciaram que vão atacar o país, após um suposto ataque de armas químicas promovido pelo regime na periferia da capital, Damasco, e que matou mais de 1.400 pessoas.
Assad nega e afirma que o regime é atacado por "terroristas" ligados à rede terrorista da Al-Qaeda, que têm o objetivo de desestabilizar o país.
arte síria 3/9 (Foto: 1)

G1 
O deputado federal José Genoino (PT-SP) pediu à Câmara aposentadoria por invalidez. A solicitação deverá ser avaliada por uma junta médica da Casa que ainda não tem prazo para dar um laudo definitivo sobre o caso.
O pedido foi encaminhado na quarta-feira (4) ao Departamento Pessoal da Câmara. Caso a junta médica conceda a aposentadoria, o petista deverá receber integralmente o atual salário de R$ 26.723,13.
Agência Câmara
STF rejeitou todos os embargos de Genoino, condenado a 6 anos e 11 meses de prisão
No final de junho, Genoino foi internado em São Paulo no hospital Sírio Libanês onde foi submetido a uma cirurgia para correção de dissecção da aorta.
Réu do julgamento do mensalão na quarta-feira, 28, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou os embargos de declaração apresentados por Genoino no processo.
Presidente do PT na época do esquema do mensalão, Genoino foi condenado a 6 anos e 11 meses de prisão mais o pagamento de multa (R$ 468 mil) por formação de quadrilha e corrupção ativa.

De acordo com o Ministério Público, o petista participou das negociações com os partidos aliados e com bancos que alimentavam o "valerioduto" e orientou a distribuição do dinheiro do esquema.