quarta-feira, 24 de julho de 2013

Governo do Estado divulga edital para seleção de educadores para o Projovem Urbano


O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Educação (SEE), divulgou, nesta terça-feira (23), o edital do processo seletivo simplificado para educadores do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem Urbano). Estão sendo oferecidas 210 vagas para profissionais de Educação de Ensino Fundamental, Qualificação Profissional e Participação Cidadã, que atuarão em 29 municípios da Paraíba nas áreas de Língua Portuguesa, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Matemática, Língua Estrangeira (Inglês), Participação Cidadã e Qualificação Profissional. As inscrições começam nesta quinta-feira (25).
Segundo o edital, as inscrições devem ser efetuadas no site da SEE, no link http://www.sec.pb.gov.br/projovem/ até o dia 31 de julho. O candidato só poderá se inscrever para concorrer à vaga uma única vez. Mais informações sobre as inscrições e o processo de seleção podem ser obtidas no Edital.
Os educadores trabalharão nos seguintes municípios: Bayeux, Cabedelo, Sapé, Caaporã, Pitimbú, Borborema, Pirpirituba, Serraria, Pilões, Alagoinha, Boqueirão, Soledade, Juazeirinho, Queimadas, Fagundes, Barra de Santana, Pilar, Juripiranga, Caldas Brandão, Salgado de São Félix, Riachão do Bacamarte, Mogeiro, Itaporanga, Piancó, Santana dos Garrotes, Coremas, Conceição, Igaracy e Diamante.
O processo seletivo tem caráter eliminatório e classificatório e acontecerá em três etapas: inscrição online, prova de títulos e entrevista escrita. A carga horária para os educadores do Ensino Fundamental será de 30 horas semanais, sendo 25 horas em sala de aula, no horário noturno, e 5 horas de Formação Continuada e Planejamento Integrado, que acontecerão aos sábados, no horário diurno. As atividades pedagógicas com os estudantes têm previsão de 18 meses de duração. Mais informações pelo número: (83) 3218-4347.
Clique e veja o Edital completo:
Da redação com  Secom-PB

Alheio à vontade das ruas deputado se posiciona contrário a extinção do voto secreto

Alheio à vontade das ruas deputado se posiciona contrário a extinção do voto secreto
 Mesmo com a nítida pretensão da maioria dos parlamentares na Casa de Epitácio Pessoa pela extinção do voto secreto, o deputado estadual Antônio Mineral (PSDB) não se conteve e mesmo com um forte clamor popular exigindo mais transparência nas votações das casas legislativas, demonstrou convicção na manutenção do voto secreto.

Segundo o deputado que tem base política na cidade de Patos, o voto secreto impede a ‘pressão’ por parte daqueles interessados na aprovação da respectiva matéria na Assembleia Legislativa.

“Eu acho que deveria ter o voto secreto, pois é um voto que você não está mostrando em quem está votando, assim como o eleitor que vai para as urnas e vai secreto, ele leva o seu candidato no seu coração e na sua cabeça, agora só ele sabendo em quem vota”, justificou.

Mineral disse que o voto secreto beneficia diretamente a sociedade, pois o detentor de mandato não fica com ‘amarras’ junto ao executivo.

“O voto secreto é algo que vai com o parlamentar na hora de depositar sua escolha. Se ele tem um executivo que manipula o seu voto, então no voto secreto ele vai votar de acordo com o que é melhor para a população. Acho o voto secreto mais viável, até porque o parlamentar pode votar a pedido do povo e vota a pedido da maioria e não de pressões políticas”, pontuou Mineral.

Sentimento discordado pelos deputados Anisio Maia (PT), Jutahy Menezes (PRB) e Iraê Lucena (PMDB) que elaboraram projetos com o intuito de eliminar o voto secreto na Casa de Epitácio Pessoa.

O fim do voto secreto na Assembleia Legislativa da Paraíba foi uma das bandeiras dos protestos realizados nos últimos dias em João Pessoa. O tema foi apresentado através de Projeto de Lei pelo deputado federal, Ruy Carneiro (PSDB-PB), enquanto deputado estadual, por três oportunidades.

"Naquele instante os deputados estaduais derrotaram meus projetos, mas os textos continuam à disposição da Assembleia. Basta que algum deputado estadual o apresente novamente" comentou Ruy Carneiro.

O parlamentar acredita que a Assembleia da Paraíba vai seguir o exemplo de outras Casas legislativas do Brasil, como na Assembleia de Minas Gerais e na Câmara de Vereadores de João Pessoa. “Espero que os nossos deputados estaduais sigam esse exemplo e apresentem aos paraibanos o fim do voto secreto. Isso representa vigilância cidadã e compromisso com a transparência. Estou satisfeito com a retomada desse debate na Paraíba e confiante na vitória do povo”, afirmou Ruy Carneiro.


E você amigo internauta concorda com o fim do voto secreto? Opine no espaço destinado aos comentários.


Henrique Lima

PB Agora

MPF-PB recorre da sentença que condenou o senador Cícero Lucena

Ministério Público Federal entende que houve dano aos cofres públicos.
Cícero Lucena foi condenado por improbidade administrativa em 2012.

Do G1 PB


Senador Cícero Lucena (PSDB), comentou decisão da juíza da 3ª Vara Federal  (Foto: André Resende/G1)Senador Cícero Lucena (PSDB) foi condenado por
improbidade administrativa em outubro de 2012
(Foto: André Resende/G1)
O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF) recorreu da sentença que condenou o ex-prefeito de João Pessoa e atual senador Cícero Lucena (PSDB) por improbidade administrativa. A Justiça também condenou Everaldo Sarmento, Giovanni Gondim Petrucci e as construtoras Norberto Odebretch S.A e Saneamento, Construção e Comércio Ltda (Sanccol). O recurso de apelação foi interposto na segunda-feira (22) e tramitará no Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

Na sentença, a Justiça considerou que não estava demonstrada a existência de dano aos cofres públicos, condenando os réus apenas por atos que atentam contra os princípios da administração pública. No entanto, o Ministério Público Federal entende que houve dano presumido com a dispensa indevida de licitação, como também há nos autos do processo, segundo o MPF, “prova inequívoca” da existência de danos reais.

O MPF pede que os réus sejam enquadrados também na conduta prevista no artigo 10 da Lei de Improbidade, que trata de frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente.
De acordo com o MPF, a Justiça Federal ainda reconheceu que, durante a execução das obras previstas no convênio assinado entre o município de João Pessoa e a Fundação Nacional da Saúde (Funasa), houve o aproveitamento ilegal da concorrência pública, realizada vários anos antes, direcionando a execução de obras para a empresa Sanccol, indicada pelo então prefeito. Além disso, ao repassar indevidamente o contrato para a Sanccol, a Construtora Norberto Odebretch S.A recebeu da Sanccol uma comissão de 8%, o que, segundo o MPF, reflete um recurso inteiramente desperdiçado dos cofres públicos. Para o MPF, tais obras deveriam ter sido objetos de licitações próprias.

Na apelação, o MPF argumenta que foi claramente demonstrado e reconhecido na sentença que o então prefeito de João Pessoa determinou o aproveitamento da concorrência pública após celebrar um convênio com o Ministério da Saúde, em razão do qual foi repassado pela União o valor de R$ 2.449.991,70, destinado à construção de sistema de esgotamento sanitário no Bairro do Bessa.

Nessa licitação, datada de 24 de março de 1992, a Prefeitura firmou contrato com a Norberto Odebrecht para construir a estação de tratamento de esgotos sanitários da bacia do Paraíba e a rede coletora de esgotos sanitários do Bessa. Na prática, para executar o objeto do convênio, a Odebrecht teria repassado, mediante ajuste ardiloso, a cessão do contrato à empresa Sanccol, “escolhida” pelo réu Cícero Lucena para a realização das obras, conforme informou o MPF.

Cícero recebe notícia com ‘estranhamento’
Por meio de nota, a assessoria do senador Cícero Lucena informou que estranhou “a exploração requentada”, uma vez que a movimentação processual é de março de 2012.

A nota ainda afirma que o senador não concorda com a sentença, já interpôs recurso e ainda acrescenta que, no recurso, a defesa fez referência ao fato de que, em outra ação idência, Cícero foi absolvido.

“Vale ressaltar que a obra foi feita, entregue, o convênio foi aprovado, não houve superfaturamento ou imputação de débito”, diz a nota. “A prova maior de que não houve desvio é que não foi interposta nenhuma devolução de recursos. Por uma razão simples: a Justiça reconheceu que a obra foi feita e que não houve superfaturamento”.

Entenda o caso
A juíza Cristiane Mendonça Lage, substituta da 3ª Vara Federal, condenou, em outubro de 2012, Cícero Lucena por improbidade administrativa em atos de sua administração que aconteceu entre os anos de 1997 e 2004, quando foi prefeito de João Pessoa por dois mandatos consecutivos.

A Ação Civil Pública por Improbidade Administrativa, que tem como autor o Ministério Público Federal, apontava problemas em obras da prefeitura que incluem equipamentos públicos que constam como prontos e que nunca foram concluídos apesar de aditivos de verba pública.

A pena prevista no caso do senador é de suspensão dos direitos políticos por quatro anos, pagamento da multa civil, no valor equivalente a 20 vezes o valor da remuneração do prefeito do município de João Pessoa em setembro de 2001, corrigido monetariamente desde então, e acrescidos de juros legais, a partir da citação. Apesar da condenação por improbidade administrativa, a decisão da juíza o absolve do crime de superfaturamento em obras.

Ministro levou família a Cuba em jato oficial

FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA
Folha de São Paulo
O ministro Aldo Rebelo (Esporte) usou um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para ir a Cuba no Carnaval com a mulher, o filho e assessores.
Ele esteve em Havana em missão oficial e justificou a carona à mulher e ao filho dizendo que ambos também foram convidados pelo governo cubano.
Nenhum dos dois representou o governo brasileiro na missão. Quando o ministério publicou nota sobre a viagem de Aldo, em fevereiro, o nome deles não constava na lista oficial da comitiva.
Renan afirma que 'não houve absolutamente nenhum erro' ao utilizar avião da FAB
Joaquim Barbosa, presidente do Supremo, usou voo da FAB duas vezes
Presidente da Câmara pretende reembolsar a União em R$ 9.700 por uso de avião da FAB
A mulher do ministro, Rita, é coordenadora na Secretaria da Mulher do governo do Distrito Federal, controlada pelo PC do B, mesmo partido de Aldo. Já o filho, de 21 anos, é estudante universitário e estagiário.
A Folha revelou que três políticos usaram aviões da FAB para dar caronas a amigos e parentes a eventos fora da agenda oficial. Depois dos casos revelados, todos anunciaram a devolução dos valores das passagens.
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), foi o primeiro flagrado dando carona a parentes para ir ver o jogo do Brasil. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), levou a mulher a uma festa de casamento da filha de outro senador em Porto Seguro.
O ministro Garibaldi Alves (Previdência) foi outro que deu carona a um empresário também para ver o jogo do Brasil. No total, os três devolveram R$ 44.245,29.
O decreto 4.244/2002, que disciplina o uso de aviões da FAB por autoridades, diz que os jatos podem ser requisitados quando houver "motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente". O texto do decreto não diz quem pode ou não viajar acompanhando as autoridades.
PARCERIA
No caso de Aldo, a missão oficial a Cuba serviu para o ministro assinar fechar intercâmbio de atletas entre os dois países para os jogos de 2016. O ministro recebeu diárias de R$ 1.776,25.
O grupo saiu de Brasília no sábado de Carnaval, dia 9, fez escala em Boa Vista (RR) e só voltou na Quarta-Feira de Cinzas, dia 13 de fevereiro.
A FAB destacou um jatinho Legacy, da Embraer, com capacidade de 14 passageiros, para levar a comitiva.
Em missão oficial, os ministros têm direito a usar os jatos da FAB ou podem viajar com aviões de carreira. Foi o que ocorreu com Aldo depois de ir a Cuba em aviões da FAB. No mês seguinte ele foi à Suíça e o governo bancou passagens executivas ao custo de R$ 25 mil.
A Folha cotou preços para duas pessoas, em viagem de ida e volta entre Brasília e Havana na aviação civil. Na primeira semana de agosto, duas viagens de ida e volta custariam mais de R$ 5.500. Para novembro, o valor cai para R$ 3.600.
OUTRO LADO
Em nota, o Ministério do Esporte disse que a viagem da mulher e do filho do ministro Aldo Rebelo a Cuba, em missão oficial, não gerou custos ao governo. Segundo a pasta, os dois foram convidados pelo governo de Cuba e cumpriram a programação "definida pelo protocolo cubano".
"A esposa e o filho do ministro o acompanharam na viagem a Cuba como convidados do governo daquele país. O ministro cumpriu agenda oficial em reuniões com autoridades. Sua esposa e seu filho cumpriram programação definida pelo protocolo cubano. A presença dos dois não representou acréscimo ao custo da viagem".
O ministério, contudo, admitiu que a mulher e o filho foram em voo da Força Área Brasileira. "A esposa e o filho do ministro, também convidados do governo cubano, o acompanharam na viagem "" em avião da Força Aérea Brasileira", diz a nota.
Segundo a pasta, não houve gastos com hotel, uma vez que a mulher e o filho do ministro "foram hospedados pelo governo de Cuba".
Ainda segundo,a nota, "o ministro participou de reuniões com dirigentes, visitou centros de treinamentos e assinou acordos para a criação de grupos de trabalho que vão executar intercâmbio entre o Brasil e Cuba".

Editoria de Arte/Folhapress

terça-feira, 23 de julho de 2013



Que tristeza! A morte de Dominguinhos.

Neném do Acordeon

Eu nasci com um bocado de irmãos, éramos 16 , minha mãe, meu pai. Naquela época era tudo muito difícil, meio parecido com hoje em dia ainda, mas hoje temos mais coisas"

12/2/1941

Nasce José Domingos de Morais, em Garanhuns, no agreste pernambucano. É filho de mestre Chicão, tocador e afinador de sanfonas de oito baixos (como Januário, pai de Gonzaga)

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Ainda criança, toca triângulo com os irmãos no grupo Os Três Pinguins, formado por Moraes (sanfona) e Valdomiro (zabumba). Neném do Acordeon é seu apelido de infância

1949

Aos 7 anos, conhece Luiz Gonzaga enquanto toca na frente do hotel em que este estava hospedado, em Garanhuns. O Rei do Baião promete uma sanfona de presente ao garoto se um dia ele fosse ao Rio de Janeiro
Fotos: Reprodução/Globo News; Acervo pessoal/Paulo Vandeley
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Nasce Dominguinhos

Meu pai quis ir imediatamente pra casa de Gonzaga... Deu 2 minutos e ele pegou uma sanfona de 80 baixos e a entregou. Tudo que a gente queria na vida era uma sanfona"

1954

Muda-se para o Rio acompanhado do pai e de um dos irmãos. Radicado no subúrbio de Nilópolis, aprende outros estilos para tocar em casas noturnas da cidade, em especial o chorinho

1957

Aos 16 anos, é apadrinhado por Gonzaga, que o chama de seu 'herdeiro artístico'. Gonzagão ainda lhe daria depois o apelido que o tornaria famoso no Brasil. No mesmo ano, faz sua primeira gravação profissional ao tocar sanfona na música 'Moça de feira', em álbum de Luiz Gonzaga

1958

Aos 17 anos, casa com Janete, sua primeira mulher. Com ela tem os filhos Mauro e Madeleine
Fotos: Acervo pessoal/Paulo Vandeley
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Trio Nordestino e Anastácia

Diziam que o Gonzaga tem voz de cana rachada. Aquele negão, de chapéu de couro, de alpergata, de gibão, tocando sanfona, era uma afronta dançando chachado, aquelas coisas todas"

1958

Forma, ao lado de Zito Borborema e Miudinho, o grupo de forró Trio Nordestino. Nos anos seguintes, interessa-se por outros gêneros, como o samba, a gafieira e o bolero

1965

É convidado por Pedro Sertanejo a gravar na gravadora Cantagalo, um disco que tinha como alvo os imigrantes nordestinos que viviam no Rio
Fotos: Site oficial, Cedoc/FPA

1967

De volta aos xotes e baiões, integra excursão de Gonzagão no nordeste, dividindo-se entre sanfoneiro e motorista (Dominguinhos, aliás, tinha medo de avião). Nesta turnê, conhece a cantora pernambucana Anastácia, sua futura esposa e coautora de mais 200 canções

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Xodó baiano

Acho que muita gente enche a minha bola, mas tem muita gente tocando. Eu sou hoje em dia um veterano do instrumento, aí todo mundo respeita, todo mundo tem carinho"

1972

A convite do empresário Guilherme Araújo, acompanha Gal Costa no show 'Índia'. No ano seguinte, Gil grava 'Eu só quero um xodó', hit que depois ganharia mais de 250 regravações

1975

Participa da turnê de 'Refazenda' de Gilberto Gil, que também grava 'Tenho sede'. Passa a colaborar com mais frequência com o universo da MPB (vide foto com Nara Leão). Em 1979, compõe com o poeta Manduka 'Quem me levará sou eu', vencedor do Festival da TV Tupi
Fotos: Site oficial; Wellington Budim dos Reis/Folhapress; Divulgação

1985

Emplaca duas músicas na novela 'Roqueiro Santeiro': 'De volta pro meu aconchego', e 'Isso aqui tá bom demais', assinada junto com Chico Buarque
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Invasão do forró universitário

O sanfoneiro ficou abafado e acabou se transformando num base, foi substituído pela guitarra. O sanfoneiro, hoje em dia, não toca. Quando faz muito, é uma introdução"

1990

Durante a década inteira, Dominguinhos lança um álbum por ano. Durante esses dez anos, mostrou-se crítico ao forró universitário e eletrônico – chamando este último de 'descartável'

1997

Assina as canções do filme 'O cangaceiro', de Anibal Massaini Neto. Ele também participa cantando as músicas de Zé do Norte, presente no longa original de 1953

1999

Dez anos depois da morte de Luiz Gonzaga, grava o disco 'Você vai ver o que é bom', que traz uma música inédita do compositor Zé Dantas (parceiro de Gonzagão)
Fotos: Edu Garcia/Estadão Conteúdo; Luna Markman/G1
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100 anos de Gonzagão

Se eu comprei uma casa, criei três filhos, tudo foi a sanfoninha. Como sanfoneiro, tive oportunidade de trabalhar com muita gente boa"

2002

O CD 'Chegando de mansinho' dá a Dominguinhos seu primeiro Grammy Latino (é premiado novamente em 2010, por 'Iluminado')

2004/2007

Inicia temporada de shows com Elba Ramalho, que rende um CD. Em 2007, inicia uma parceria com o violonista gaúcho Yamandu Costa, que vira depois dois álbuns e um DVD
Fotos: João Cordeiro Jr./Folhapress, José Patrício/Estadão Conteúdo

2012

É figura atuante nas comemorações de 100 anos de Luiz Gonzaga, apesar dos problemas de saúde agravados por um câncer de pulmão. No final do ano, chega a ser internado em Recife
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Morre o cantor, compositor e sanfoneiro Dominguinhos aos 72 anos

DE SÃO PAULO

O cantor, compositor e sanfoneiro Dominguinhos morreu hoje, às 18h, em decorrência de complicações infecciosas e cardíacas, aos 72 anos, em São Paulo. O músico estava internado desde 13 de janeiro no Hospital Sírio Libanês, após ser transferido do Recife.
A morte foi confirmada à Folha pela mulher do músico, Guadalupe Mendonça.
"Vamos tentar organizar um velório em São Paulo para que as pessoas possam se despedir dele e, depois, levá-lo ao Recife para o enterro", afirmou Mendonça.

Dominguinhos

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Levy Moraes/Folhapress
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O cantor, compositor e sanfoneiro Dominguinhos posa foto; o músico morreu nesta terça-feira, 23, aos 72, em decorrência de complicações infecciosas e cardíacas
Dominguinhos lutava contra um câncer no pulmão há seis anos. Ele havia sido internado em 17 de dezembro no Hospital Santa Joana, na capital pernambucana, com um quadro de arritmia cardíaca e infecção respiratória. Em janeiro, foi transferido para São Paulo a pedido da família.
Durante a internação no Recife, ele chegou a colocar um marca-passo para controlar a arritmia cardíaca, mas precisou da ajuda de aparelhos para respirar.
Em São Paulo, seu quadro clínico melhorou e ele chegou a deixar a UTI (unidade de terapia intensiva) do Sírio-Libanês por duas vezes, a última delas em 14 de julho.
Na segunda-feira (22), porém, retornou à UTI por causa de infecções. "Ele está bem, mas teve várias infecções e voltou para a UTI. No hospital, você fica suscetível a isso", havia dito Mendonça à Folha.
Em março, os filhos de Dominguinhos divergiam sobre seu estado de saúde. Enquanto o mais velho, Mauro Moraes, afirmava que o sanfoneiro estava em coma irreversível, outra filha, a também cantora Liv Moraes, dizia que o pai ainda tinha momentos de consciência.
Os dois brigam na Justiça pelo controle dos bens de Dominguinhos.
CARREIRA
Em uma de suas últimas apresentações, no dia 13 de dezembro, o artista havia feito show em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga, em Exu, no interior de Pernambuco.
Músico desde a infância, Dominguinhos foi, desde o início da carreira, incentivado por Gonzaga, que o consagrou como herdeiro artístico.
José Domingos de Moraes, Dominguinhos, nasceu em Garanhuns (PE), em 12 de fevereiro de 1941, começou a tocar e compor aos oito anos, com uma sanfona de oito baixos em feiras livres, para em seguida se profissionalizar com a de 48, 80 e 120 baixos.
Em 1950, ele conheceu Luiz Gonzaga, que o convidou para conhecer o Rio --o que acabou acontecendo quatro anos depois, quando Dominguinhos tinha 13 anos. Dominguinhos recebeu de seu padrinho musical uma sanfona e passou a tocar, fazer shows, participar das viagens e gravações de seus discos, o que acabou tornando-o conhecido como herdeiro musical de Gonzagão.
Dominguinhos teve músicas gravadas pelos maiores nome da MPB, como "Eu Só Quero um Xodó (em parceria com Anastácia), grande sucesso de Gilberto Gil, e "De Volta pro Aconchego" (em parceria com Nando Cordel), popularizada na voz de Elba Ramalho.
MULTIFACETADO
O pai de Dominguinhos, mestre Chicão, era um famoso tocador e afinador de foles de oito baixos. Começou a tocar sanfona aos seis anos de idade, juntamente com mais dois irmãos, em feiras livres e portas de hotéis do interior de Pernambuco.
O nome Dominguinhos foi uma sugestão de Luiz Gonzaga, que considerou que o apelido de infância, Neném, não o ajudaria na trajetória artística.
Em 1957, aos 16 anos, fez sua primeira gravação, tocando sanfona em um disco de Gonzaga, na música "Moça de Feira", de Armando Nunes e J.Portela.
No mesmo ano, em viagem ao Espírito Santo, com Borborema e Miudinho, formou um trio, batizado de Trio Nordestino.
Participou do primeiro disco gravado por Elba Ramalho, "Ave de Prata", dem 1979. Em 1980, participou do Segundo Festival Internacional de Jazz de São Paulo. Em 1981, participou, com destaque, do programa "Som Brasil", na TV Globo.
Na década de 1980, suas composições "De Volta pro Meu Aconchego", em parceria com Nando Cordel, gravada por Elba Ramalho, e "Isso Aqui Tá Bom Demais", em parceria com Chico Buarque, e gravada pelos dois, foram incluídas na novela "Roque Santeiro", da TV Globo, o que fez aumentar sua popularidade.
Em 1984, Chico Buarque gravou a composição "Tantas Palavras", parceria de Chico e Dominguinhos, que se tornaria outro sucesso.
DISCOGRAFIA

1965 "Dominguinhos"
1973 "Tudo Azul"
1973 "Lamento de Caboclo Tropicana"
1975 "O Forró de Dominguinhos"
1976 "Domingo, Menino Dominguinhos"
1977 "Oi, Lá Vou Eu"
1978 "Ó Xente Fontana"
1979 "Após Tá Certo"
1980 "Quem me Levará Sou Eu"
1981 "Querubim"
1982 "Simplicidade"
1982 "A Maravilhosa Música Brasileira"
1983 "Festejo e Alegria"
1985 "Isso Aqui Tá Bom Demais"
1986 "Gostoso Demais"
1987 "Seu Domingos"
1988 "É isso Aí! Simples como a Vida"
1989 "Veredas Nordestinas"
1990 "Aqui Tá Ficando Bom"
1991 "Dominguinhos é Brasil"
1992 "Garanhuns"
1993 "O Trinado do Trovão"
1994 "Nas Quebradas do Sertão"
1994 "Choro Chorado"
1995 "Dominguinhos É Tradição"
1996 "Brasil Musical"
1996 "Pé de Poeira Continental"
1997 "Dominguinhos e Convidados Cantam Luiz Gonzaga"
1998 "Nas Contas do Brasil"
1999 "Você Vai Ver O que É Bom"
2000 "Dominguinhos Ao vivo"
2001 "Lembrando de Você"
2003 "Duetos"
2006 "Conterrâneos"
2007 "Yamandu+Dominguinhos"
2008 "Conterrâneos"
2009 "Dominguinhos Ao vivo"
2010 "Iluminado Dominguinhos"
2010 "Lado B" .
Folha de São Paulo.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Ricardo se diz vítima de conspiração da Globo e diz que objetivo é atingir PSB



Ricardo prometeu processar todos que disseram que ele foi indiciado

O governador Ricardo Coutinho (PSB) usou a tática de atacar para se defender da acusação de ter desviado dinheiro da implantação do Jampa Digital para sua campanha, de acordo com inquérito da Polícia Federal divulgado pelo Jornal Nacional da rede Globo. Entre os alvos, o mais atacado foi o empresário Eduardo Carlos, do Sistema Paraíba de Comunicação. Ricardo disse ainda que não foi o responsável pela contratação do manqueteiro Duda Mendonça.
"Quem me conhece sabe que não fujo dos debates, nem de acusações mentirosas. Desde o primeiro dia de gestão, existe uma campanha cerrada contra meu governo feita pelo Sistema Paraíba, que capitaneado por Eduardo Carlos distorce ou mente as coisas contra meu governo, tem sido uma constante isso", declarou o governador.
Antes de falar sobre o caso especifico do Jampa Digital, Ricardo seguiu com forte criticas a TV Cabo Branco e Paraíba, filiadas da Globo na Paraíba, e ao Sistema Paraíba como um todo.
"Se alguém pegar a primeira página do jornal do senhor Eduardo Carlos, vai ver a quantidade de mentiras contra meu governo. Cabe a mim, e ao meu governo, lutar para que a verdade se reestabeleça", declarou.
Ricardo disse, que apesar de ser citado no caso, não teve acesso ao inquérito, mas a rede Globo teve. Ele negou que tenha sido indiciado no caso e prometeu processar os jornalistas e demais pessoas que afirmaram isso.
"Não fui indiciado. Em nenhum momento, nenhum depoente toca no nome Ricardo Coutinho. Isso é muito grave", disse o governador acrescentado que a exploração do caso é coisa de "gente retrograda, dos porões, que estavam acostumados com as mamatas", afirmou.
O governador garantiu ainda que a única vez que seu nome é citado no inquérito foi por conta de uma suposição do delegado, que disse que o vice-governador Rômulo Gouveia ao dizer que não participou da contratação de Duda Mendonça, deu a entender que foi Ricardo quem contratou.
Ricardo disse que quem contratou o marqueteiro foi o jornalista Nonato Bandeira, que foi o coordenador de sua campanha em 2010. "E não tem nada demais nisso, ou não pode contratar Duda Mendonça, ou será que Marta Suplicy por que é do PT pode contratar Duda Mendonça e eu não posso por que sou governador do PSB", indagou.
O governador ainda disse que o objetivo das matérias é desviar a atenção de escândalos que acontece Brasil a fora e tentar atingir o PSB nacionalmente.
Sobre a Polícia Federal, ele disse que respeita o delegado do caso, Felipe Alcântara, mas discorda da forma como foi conduzido o inquérito.

Marcos Wéric
WSCOM Online