Senado aprova projeto para que corrupção vire crime hediondo
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iG São Paulo |
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Proposta muda o Código Penal e equipara a prática a crimes como estupro e latrocínio; agora segue para votação na Câmara
Após mais de duas horas de discussão, o Senado aprovou em
votação simbólica o projeto que propõe tornar crime hediondo a prática
de corrupção ativa e passiva. A aprovação atende a pedido da presidente
Dilma Rousseff, que incluiu o tema entre os cinco pactos anunciados a governadores e prefeitos
na última segunda-feira em resposta às manifestações.
Com isso, as penas mínimas desses crimes ficam maiores e
eles passam a ser inafiançáveis. Os condenados também deixam de ter
direito a anistia, graça ou indulto e fica mais difícil o acesso a
benefícios como livramento condicional e progressão do regime de pena.
De autoria do senador Pedro Taques (PDT-MT), a proposta faz parte da
agenda legislativa elaborada para atender o que os senadores chamaram de
“clamor das ruas”. Pauta: Projetos como passe livre estão parados há anos no Congresso Leia mais: Câmara aprova royalties do petróleo para saúde e educação Agência Senado
Renan, presidente do Senado, antes da votação do projeto que torna corrupção crime hediondo
O projeto de lei 204, de 2011, foi relatado em plenário
pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que fez algumas mudanças no texto.
Ele acatou, por exemplo, emenda do senador José Sarney (PMDB-AP) para
também tornar o homicídio simples crime hediondo. A matéria segue agora
para a Câmara dos Deputados.
Tanto o Senado quanto a Câmara aceleraram a pauta de votações esta semana. Ontem, os deputados derrubaram a PEC 37
, que retiraria o poder de investigação criminal do Ministério Público, e
aprovaram a proposta que destina royalties à educação e saúde. Resposta a protestos: Dilma propõe ‘cinco pactos em favor do Brasil’ Reforma política: Constituinte cai pela terceira vez em menos de seis anos Senado: Renan diz que apoia pactos e propõe passe livre a estudantes
De acordo com o Código Penal, são considerados hediondos
crimes de grande gravidade, como estupro, latrocínio e extorsão mediante
sequestro, entre outros, para os quais não é possível se livrar da
prisão com o pagamento de fiança.
Para Pedro Taques, esse tratamento severo com que o
Código Penal trata crimes contra a pessoa e contra o patrimônio
individual deve também alcançar a proteção dos interesses difusos dos
cidadãos e o patrimônio público.
Foi aprovada ainda emenda do senador Wellington Dias
(PT-PI) que aumenta a pena do crime de peculato em até um terço quando
ele for considerado qualificado, ou seja, cometido por autoridades e
agentes políticos. Com Agência Senado e Agência Brasil
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